Durante a sessão desta terça-feira (25) no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a admissibilidade das denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados, a defesa do general Walter Braga Netto negou qualquer envolvimento dele nos eventos de 8 de janeiro.
O advogado José Luís de Oliveira Lima, representante de Braga Netto, afirmou que seu cliente não participou da formulação de planos que ameaçassem o Estado Democrático de Direito. Ele também refutou qualquer ligação do general com conspirações contra autoridades do governo.
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"Braga Netto não teve nenhuma participação ou vínculo com os acontecimentos de 8 de janeiro", destacou Lima, durante sua sustentação oral no plenário.
A defesa criticou a condução das investigações pela Polícia Federal, sugerindo que os investigadores teriam uma "narrativa pronta" antes mesmo de ouvir os argumentos dos acusados.
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"Parece que a polícia já tinha uma narrativa pronta (...) A defesa está com os olhos cobertos, está com sua atuação cerceada", declarou Lima, reforçando que a acusação teria mais recursos e liberdade para atuar no processo.
Advogado rebate Cid
O advogado também rebateu declarações de Mauro Cid, delator do caso, afirmando que ele apresentou um vídeo fora de contexto para tentar vincular Braga Netto aos manifestantes que acamparam em frente a quartéis.
"O colaborador Cid, que mente — e mente muito —, apresentou um vídeo para sugerir um suposto vínculo do general Braga Netto com os manifestantes. No entanto, tratava-se de um encontro no Palácio da Alvorada, sem qualquer relação com os atos nos quartéis", argumentou.
O julgamento segue no STF, com ministros avaliando as acusações da PGR sobre a suposta organização criminosa liderada por Bolsonaro e Braga Netto.
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