O governo chinês divulgou nesta semana o Documento Central Nº 1 de 2025, principal diretriz anual para políticas agrícolas e rurais, com foco no enfrentamento das desigualdades sociais e na revitalização do setor rural. O plano visa reduzir disparidades entre áreas urbanas e rurais, fortalecer a inclusão econômica da população camponesa e evitar o retorno à pobreza extrema.
O documento publicado pelo principal jornal do Partido Comunista da China (PCCh), o Diário do Povo, no último domingo (23), destaca a necessidade de acelerar a modernização agrícola, garantir a segurança alimentar e promover um crescimento sustentável nas áreas rurais, consolidando a modernização com características chinesas.
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Entre as medidas propostas estão a geração de empregos, investimentos em infraestrutura, acesso à educação e ampliação de serviços públicos no campo, garantindo melhores condições de vida para milhões de cidadãos.
Redução da pobreza e combate às desigualdades regionais
Após erradicar a extrema pobreza em 2020, a China agora busca prevenir retrocessos e garantir oportunidades econômicas e sociais para populações vulneráveis. O documento propõe:
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- Monitoramento contínuo das famílias em risco de pobreza, garantindo assistência direcionada para evitar novas quedas na pobreza;
- Expansão de programas de crédito e financiamento rural, permitindo que pequenos agricultores modernizem suas produções;
- Criação de empregos e capacitação profissional para populações rurais, aumentando renda e reduzindo o êxodo rural;
- Investimentos em infraestrutura essencial, incluindo estradas, eletrificação rural e saneamento básico;
- Inclusão digital no campo, com ampliação do acesso à internet e digitalização dos serviços públicos.
Essas ações buscam fortalecer a economia rural e garantir que o progresso econômico beneficie também as comunidades agrícolas.
Educação e acesso a serviços públicos no campo
Para reduzir as desigualdades educacionais e sanitárias, o documento propõe:
- Reforma no sistema educacional rural, com construção e modernização de escolas e melhoria das condições das escolas internato;
- Capacitação de professores e incentivo à educação no campo, atraindo profissionais qualificados;
- Universalização do atendimento médico rural, expandindo o acesso à saúde pública e fortalecendo a telemedicina;
- Ampliação da cobertura do seguro-saúde e previdência rural, protegendo trabalhadores agrícolas e idosos no campo.
Com essas medidas, Pequim busca reduzir a lacuna entre áreas urbanas e rurais e garantir serviços básicos de qualidade para toda a população.
Geração de empregos e aumento da renda no campo
O plano incentiva a diversificação econômica das áreas rurais e a integração entre zonas urbanas e rurais. Entre as estratégias estão:
- Apoio à agroindústria e novos mercados para produtos rurais, fomentando polos industriais agrícolas;
- Expansão do turismo rural e da economia criativa, promovendo ecoturismo e turismo cultural;
- Facilitação do comércio digital nas aldeias, incentivando a venda de produtos agrícolas por e-commerce;
- Programas de estímulo ao empreendedorismo rural, com apoio técnico e financeiro para jovens e mulheres;
- Expansão do transporte público rural, conectando trabalhadores a centros urbanos.
Essas medidas visam transformar as áreas rurais em motores de desenvolvimento econômico, criando oportunidades sustentáveis.
Igualdade de gênero e apoio a grupos vulneráveis
Para garantir equidade social, o plano prevê ações para mulheres, idosos e crianças no campo:
- Incentivo ao empreendedorismo feminino rural, com acesso a capacitação e financiamento;
- Melhoria na proteção e assistência a idosos, incluindo desenvolvimento de serviços comunitários;
- Expansão dos serviços de cuidado infantil no campo, com novas creches e escolas de tempo integral.
Segurança alimentar e modernização agrícola
O governo chinês considera a segurança alimentar uma prioridade estratégica. Entre as medidas propostas estão:
- Aumento da produção de grãos e oleaginosas, reduzindo a dependência de importações;
- Fortalecimento da pecuária e da pesca sustentável, garantindo a estabilidade no fornecimento de proteínas;
- Proteção das terras agrícolas, combatendo o uso inadequado do solo e promovendo a recuperação de áreas degradadas;
- Expansão da mecanização agrícola e inovação tecnológica, impulsionando o uso de inteligência artificial e biotecnologia na agricultura.
Sustentabilidade e proteção ambiental
Para garantir um crescimento sustentável, o plano inclui iniciativas de preservação ambiental e uso eficiente dos recursos naturais:
- Expansão da irrigação eficiente e controle do uso da água na agricultura;
- Reflorestamento e recuperação de solos degradados, combatendo a erosão;
- Redução do uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos, promovendo práticas agrícolas sustentáveis;
- Investimentos em energia renovável no campo, como energia solar e eólica.
Compromisso com o desenvolvimento rural
O Documento Central Nº 1 de 2025 reafirma o compromisso do governo chinês com o desenvolvimento rural inclusivo e sustentável, garantindo que a modernização do país beneficie todas as camadas da população.
Com investimentos em infraestrutura, educação, saúde, geração de empregos e proteção ambiental, Pequim busca integrar as áreas rurais ao crescimento econômico nacional, equilibrando progresso econômico e justiça social.
Essa abordagem fortalece a modernização com características chinesas, consolidando a China como uma potência agrícola e socialmente equilibrada.
Leia aqui o documento na íntegra em chinês (aplique o tradutor automático do navegador para ler em português).