O cabelo volumoso do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), há anos é alvo de rumores sobre o possível uso de peruca. A especulação já foi mencionada na imprensa e até virou piada entre colegas do tribunal.
Em 2017, o jornal Extra publicou uma matéria intitulada "Força na peruca! Penteados de ministros chamam atenção em maratona no TSE", na qual questionava se Fux seria "usuário de uma singela peruca". Já em 2020, o então ministro do STF Marco Aurélio Mello brincou sobre o cabelo do colega, afirmando:
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"Gostaria de saber o remédio que ele toma para tomar também."
Apesar das insinuações, Fux nunca comentou publicamente o assunto. No entanto, se houvesse realmente algum artifício capilar, seria digno de nota que os fios escurecidos dos anos anteriores hoje estão notavelmente grisalhos, o que poderia indicar um envelhecimento natural e não um artifício estético.
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Na imagem que ilustra essa matéria, a cabeleira de Fux em 2025 prateada e com os fios escuros em 2012.
A jornalista Cynara Menezes, editora do portal Socialista Morena, lembrou do boato nas redes sociais.
Voto na Primeira Turma do STF sobre Bolsonaro
Na sessão desta terça-feira (25) da Primeira Turma do STF que analisou a denúncia contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado, Fux divergiu da maioria, defendendo que o caso deveria ser julgado pelo plenário completo do STF, e não apenas pelo colegiado de cinco ministros.
Ele argumentou que, devido à relevância e complexidade do caso, todos os 11 ministros deveriam participar da decisão. No entanto, sua tese foi vencida, e o julgamento seguiu na Primeira Turma.
Fux e os atos de 8 de janeiro de 2023
O ministro tem se manifestado sobre os eventos de 8 de janeiro de 2023, quando extremistas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
Recentemente, Fux pediu vista no julgamento de Débora Santos, conhecida como "Débora do Batom", uma das rés dos atos golpistas. Com isso, o processo no STF ficou suspenso temporariamente, adiando a definição sobre sua condenação.
Débora é acusada de incitação ao crime e associação criminosa por sua participação na invasão e depredação dos prédios públicos.
Além disso, o ministro defendeu a aplicação de uma multa de R$ 30 milhões a ser paga coletivamente pelos condenados, justificando que o valor serviria para reparar os danos morais coletivos causados pelos ataques.
Quem é Luiz Fux?
Nascido em 26 de abril de 1953, no Rio de Janeiro, Luiz Fux formou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1976, onde também concluiu um doutorado em Direito Processual Civil em 2009.
Sua trajetória inclui passagens pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (1979-1982) e pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), onde atuou como juiz e depois como desembargador. Em 2001, foi nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, em 2011, foi indicado ao STF pela então presidente Dilma Rousseff.
Perucas na história e no Judiciário pelo mundo
O uso de perucas por homens tem uma longa trajetória histórica, especialmente como símbolo de status e formalidade. No século XVII, o rei Luís XIV da França popularizou as perucas volumosas na corte, estabelecendo uma tendência que se espalhou pela Europa como um indicativo de prestígio social.
No contexto jurídico, o uso de perucas tornou-se uma tradição marcante no Reino Unido. Juízes e advogados britânicos adotaram perucas no século XVII para simbolizar anonimato e distanciamento pessoal durante julgamentos. Embora não seja mais obrigatório, essa prática ainda persiste em casos criminais para manter a solenidade e a tradição.
Essa cultura foi incorporada em ex-colônias britânicas na África, onde juízes continuam a usar perucas nos tribunais. Na Nigéria, advogados e juízes mantêm o uso das perucas como parte de seus uniformes formais, refletindo a herança colonial britânica.
Entretanto, algumas nações africanas têm reavaliado essa prática. Recentemente, Burkina Faso proibiu o uso de perucas de estilo colonial por juízes, em um movimento para se desvincular de símbolos coloniais e promover uma identidade jurídica mais autônoma.