Pesquisadores identificaram uma nova espécie de tubarão fóssil nas profundezas da Mammoth Cave, no Kentucky. Nomeado Clavusodens mcginnisi, o animal viveu há cerca de 340 milhões de anos e pertencia ao grupo dos petalodontes obruchevodídeos, conhecidos como "tubarões-esquilo" devido ao pequeno porte e à dentição atípica. O fóssil revela dentes semelhantes a pregos, um traço incomum entre os tubarões extintos.
De acordo com o Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos (NPS), a espécie media entre 7,5 e 10 centímetros e se alimentava de pequenos crustáceos e vermes no fundo marinho. O tamanho reduzido pode ter sido uma vantagem evolutiva para escapar de predadores.
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O estudo foi publicado em 24 de janeiro no Journal of Paleontology. O nome da espécie homenageia David McGinnis, ex-superintendente do NPS, e faz referência à aparência dos dentes.
A Mammoth Cave, maior sistema de cavernas do mundo, já revelou mais de 70 espécies de peixes fósseis. O local preserva vestígios do ambiente marinho do período Carbonífero (entre 358,9 e 298,9 milhões de anos atrás), armazenados em formações rochosas.
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Desde 2019, pesquisadores catalogam fósseis de vertebrados na caverna, enfrentando condições adversas como passagens estreitas e fósseis incrustados em tetos e paredes. Os vestígios do Clavusodens mcginnisi foram encontrados na formação rochosa Ste. Genevieve e são os mais antigos já registrados entre os petalodontes obruchevodídeos.
Acredita-se que esses tubarões habitavam áreas semelhantes a recifes, mas essa hipótese ainda precisa ser confirmada. O superintendente do Parque Nacional de Mammoth Cave, Barclay Trimble, destacou a importância das descobertas: "As coletas seguem revelando novas espécies e enriquecendo nosso entendimento sobre a biodiversidade do passado".