"NOVO" PROBLEMA

“Arma Fantasma”: Entenda o que é o artefato usado na morte de CEO em NY

Assassinato de Brian Thompson, chefe máximo da United Healthcare, foi praticado com o emprego de uma “pistola” que está virando uma dor de cabeça nos EUA

"Arma fantasma" usada no assassinato de um CEO em NY.Créditos: Departamento de Polícia de NY/Reprodução
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O mundo acompanhou cada passo da caçada ao assassino do executivo Brian Thompson, CEO da United Healthcare, uma das maiores seguradoras de saúde dos EUA, morto numa região riquíssima e movimentada de Nova Iorque na última semana. Após uma investigação minuciosa que reconstituiu cada movimento do engenheiro Luigi Mangione, espécie de “vingador” contra o sistema desumano colocado em prática por essas empresas, finalmente ele foi preso.

Com Mangione, os policiais encontraram a arma que se acredita ter sido empregada no crime. O que assustou as autoridades é que a “pistola” que tirou a vida do CEO é, na verdade, uma “arma fantasma”, termo usado para designar armas de fogo que cada vez se tornam mais comuns nos EUA, construídas artesanalmente por meio de impressoras 3D ultraprecisas e utilizando peças específicas produzidas pelas empresas do ramo, que são vendidas separadamente para qualquer um em sites armamentistas.

 No laudo do Departamento de Polícia de Nova Iorque, a natureza do objeto apreendido não deixa dúvidas: “pistola semiautomática com o que parece ser um receptor impresso em 3D com um slide de metal e silenciador”.

Na prática, as “armas fantasmas” não têm uma empresa fabricante e suas peças não têm números de registro, até porque os componentes comprados para montá-la, quase sempre, são artigos que não levam numeração. Ou seja, elas são indetectáveis e não rastreáveis. No caso da “pistola fantasma” de Mangione os disparos realizados foram de calibre 9mm.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema em torno desses artefatos, uma agência federal dos EUA que regula a venda de álcool, tabaco, armas e explosivos, a ATF, informou que em 2022 mais de 20 mil “armas fantasmas” estiveram envolvidas em episódios criminais nos EUA. Se comparado com o ano de 2016, considerando armas caseiras, já que as impressoras 3D ainda engatinhavam nessa época, houve um crescimento de mais de 1.000%.

 

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