O ator Antônio Fagundes fez uma dura crítica ao remake de "Vale Tudo". Fagundes, na versão original do clássico folhetim, interpretou Ivan Meirelles, que faz par com a heroína da trama, Raquel Accioli, que na versão anterior ganhou vida com Regina Duarte e agora será realizada por Taís Araújo.
Para Antônio Fagundes, um remake deve ser feito para corrigir uma obra mal realizada ou uma que se perdeu. No entanto, ele considera "uma temeridade" realizar uma nova versão de uma obra como "Vale Tudo", que funcionou, à época, em sua totalidade e que está disponível para o público (Globoplay).
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"O remake tem um sentido: resgatar uma coisa que se perdeu ou melhorar uma coisa que foi mal feita. Por exemplo, 'A Viagem' é um bom exemplo de remake. Nós [Christiane Torloni] fizemos o remake de 'A Viagem' da Globo, que tinha sido feita na Tupi [emissora extinta]. Você não tem nenhum registro da primeira versão de 'A Viagem', porque foi gravado futebol em cima. A Tupi queimou esses arquivos. Você tem uma pequena lembrança, pessoas que há 40 anos viram 'A Viagem' na TV Tupi [...] vale a pena você fazer [o remake] porque, a partir de então, é um registro de 'A Viagem'."
Em seguida, Antônio Fagundes cita o exemplo da novela "Pantanal", exibida na extinta Manchete. "A mesma coisa aconteceu com 'Pantanal', foi uma novela que se perdeu na Manchete. Não tem nenhum registro. Agora, você fazer um registro de uma obra icônica, que funcionou em todos os seus detalhes, com registro dela ainda à sua mão... é uma temeridade! Você está correndo um risco de errar muito grande."
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Confira abaixo a íntegra da análise de Antônio Fagundes: