A chegada de Sidônio Palmeira à Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República tem sido acompanhada por uma série de mudanças internas e tentativas de reorganizar a estrutura de comunicação do governo. Membros do Palácio do Planalto relatam que a gestão anterior deixou um ambiente desorganizado, com secretarias atuando de forma isolada e sem um direcionamento estratégico definido.
De acordo com um interlocutor próximo à Secom, “não havia um planejamento coeso, cada setor falava por si e os ministros faziam declarações sem alinhamento com o Planalto, o que gerava ruídos constantes". Outra fonte afirmou que a estrutura anterior estava toda fragmentada. "As secretarias estavam todas sem se falar, ou falando minimamente, e a desinformação correndo sem controle. E, na real, a situação dele não era boa. No sentido de que os secretários eram muito independentes e tinha rinha entre eles mesmo. Não tinha como dar certo", disse esse interlocutor.
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A nova administração estaria focada em resolver esses problemas, promovendo ajustes internos para garantir maior eficiência e coesão no discurso oficial. “Agora há um direcionamento único, e isso já pode ser sentido internamente”, destacou um membro do Palácio do Planalto. Segundo ele, o objetivo de Sidônio Palmeira é integrar a comunicação governamental e evitar desgastes causados por declarações desencontradas.
Outro desafio apontado pelas fontes é a postura de alguns ministros, que falam sem alinhamento prévio com o Planalto. “Se temos quem fala demais, também temos quem não fala nada. O Paulo Teixeira [Desenvolvimento Agrário], por exemplo, deveria estar falando, não o Rui”, disse um interlocutor, referindo-se ao ministro Rui Costa [Casa Civl], que frequentemente gera polêmicas com declarações impulsivas.
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Além da reorganização interna, há um esforço para modernizar a comunicação digital do governo. Um dos membros do Planalto destacou que “a Secom precisa de uma abordagem mais técnica e estratégica, especialmente nas redes sociais, onde estamos muito atrás da oposição". A avaliação interna é de que a presença digital do governo precisa ser reforçada para combater a desinformação e melhorar a percepção pública das ações governamentais.
Nos bastidores, a troca de comando na Secom foi bem recebida por parte da equipe governista, que vê a mudança como necessária para corrigir erros e fortalecer a comunicação institucional. “A gestão anterior foi um caos, mas agora há uma sensação de alívio. O ambiente está mais leve e as coisas começaram a fluir”, afirmou um integrante do governo.
Entre os primeiros atos de Sidônio Palmeira, destacam-se mudanças na equipe de comando da secretaria, incluindo a substituição do secretário de imprensa da presidência. A expectativa é que novas reformulações ocorram nas próximas semanas, consolidando a nova estratégia de comunicação do governo.