Na semana passada a cidade de Porto Alegre (RS) amanheceu com dois painéis de 10 metros que associavam a esquerda ao narcotráfico, em específico, ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Com a decisão da Justiça eleitoral de que os painéis fossem retirados, coube a empresa Life Mídias Urbanas entregar nota fiscal à Justiça e no documento consta o nome da empresária Nair Berenice da Silva, que nas redes é conhecida como "Tuty", apoiadora do presidente Bolsonaro (PL) e propagadora de fake news.
Te podría interesar
Na última quarta-feira (17), a Justiça eleitoral determinou a retirada do painel. Consta na nota fiscal que Nar Berenice pagou R$ 18.478,26 pelos serviços de "ressarcimento das despesas diretas com terceiros de produção", "produção da tela a ser impressa e instalada", "despesas gráficas de impressão da lona", "mão de obra de instalação e retirada", "aluguel de parede" e "energia elétrica".
Nair Berenice foi citada no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investigou os atos antidemocráticos realizados em Brasília em 2020.
Te podría interesar
A empresária também ganhou destaque na imprensa gaúcha quando, em 2020, apresentou um pedido de impeachment na Câmara dos Vereadores de Porto de Alegre contra o então prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB).
Aborto e PCC
Os painéis pagos por Nair eram uma convocatória para o ato do 7 de setembro, que tem sido tratado com máxima prioridade por Bolsonaro e por sua claque apoiadora.
O painel era dividido em duas partes, de um lado "os valores da direita" e do outro "os valores da esquerda" abaixo da chamada "Você decide".
A esquerda é associada ao "aborto", "censura", "povo desarmado", "ideologia de gênero" e "PCC"; a direita, por sua vez, era associada a "vida", "liberdade", "povo armado", "valores cristãos", "bandido solto".
Procurada pela Folha de S. Paulo, a empresária nega envolvimento com os painéis.
Com informações do G1 e Folha de S. Paulo.