CHINA EM FOCO

O poderoso exercício militar chinês que serviu de recado aos separatistas de Taiwan: "aviso sério"

Operação "Trovão do Estreito" mediu capacidades do ELP frente às ameaças contra a unidade nacional chinesa

Exercícios militares mostram capacidade chinesa no Teatro Leste
Exercícios militares mostram capacidade chinesa no Teatro LesteCréditos: Gong Yulong/Xinhua
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Nesta quarta-feira (2), o Exército de Libertação Popular (ELP) concluiu o seu exercício militar integrado ao redor do estreito de Taiwan, demonstrando capacidades poderosas para conter desejos separatistas da ilha.

Atualmente, o governo rebelde de Taiwan tem sido encorajado a declarar independência da China, medida que confronta a política de Uma Só China e atende os interesses de diferentes potências ocidentais.

A capacidade de dissuasão militar chinesa foi testada desde quinta-feira passada e mostrou o destacamento operativo militar do Exército de Libertação do Povo no fronte leste.

"As tropas do comando do teatro de operações permanecem em alerta máximo o tempo todo e continuarão a fortalecer a prontidão de combate com treinamento intensivo, frustrando resolutamente quaisquer atividades separatistas que busquem a 'independência de Taiwan'", disse o coronel sênior Shi Yi, porta-voz do Comando do Teatro Oriental do ELP, citado pelo veículo chinês Global Times.

A operação Trovão do Estreito (Strait Thunder) mostra as capacidades marítimas e aéreas avançadas do Exército de Libertação do Povo. Os exercícios emularam um cenário em que Taiwan é cercada por dois lados, e os independentistas ficariam isolados e cercados.

Segundo os militares chineses, diversos métodos de ataque foram ensaiados, incluindo ataques à infraestrutura logística e militar.

"Estamos apertando o cerco e as correntes sobre as forças secessionistas da 'independência de Taiwan' por meio de medidas mais rigorosas com ações estrondosas. Isso significa que quanto mais as forças secessionistas da 'independência de Taiwan' provocarem, mais forte será a punição contra elas", disse Zhang Chi, professor da Universidade Nacional de Defesa.

Provocação dos EUA

A recente visita do Secretário de Defesa dos EUA Pete Hegseth às Filipinas e ao Japão demonstra que Taiwan é um dos pontos focais da estratégia estadunidense para desestabilizar Pequim e a paz na região do Mar do Sul da China, incentivando movimentos independentistas na ilha de Formosa, território reconhecido tanto pelo governo rebelde de Taipé quanto pelo governo de Pequim como parte integral do território da China.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China Guo Jiakun afirmou, nesta terça-feira (1), que a estratégia estadunidense não será bem sucedida.

"Os exercícios são um aviso sério e um ato de contenção contra as forças separatistas da “independência de Taiwan”, e um movimento legítimo e necessário para defender a soberania nacional e manter a unidade nacional", afirmou Guo Jiakun.

"Taiwan é uma parte inalienável do território chinês. A questão de Taiwan é puramente um assunto interno da China que não tolera interferência externa. As autoridades do DPP estão empenhadas em buscar a “independência de Taiwan” e tentam solicitar apoio externo para essa agenda e dividir o país. Tal tentativa é simplesmente fútil e fadada ao fracasso. A tendência histórica de que a China irá e deve alcançar a reunificação é imparável", completou o porta-voz.

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