A China iniciou oficialmente sua presidência da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, da sigla em inglês) com a promessa de fortalecer os laços entre os países membros e implementar ações concretas para promover cooperação política, econômica, cultural e de segurança.
O lançamento do logotipo oficial da presidência chinesa marcou a primeira coletiva de imprensa do Ministério das Relações Exteriores no novo ano nesta quinta-feira (2).
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O logotipo combina o símbolo da SCO com elementos tradicionais chineses, como padrões decorativos de nuvem, trovão e dragão, simbolizando esperança e dinamismo.
O slogan “Defendendo o Espírito de Xangai: SCO em Movimento”, apresentado em chinês, russo e inglês, destaca a intenção da China de transformar princípios em ações tangíveis.
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O emblema combina o logo tradicional da SCO com elementos culturais chineses, incluindo padrões decorativos que remetem a nuvens, trovões e dragões presentes em artefatos de bronze do período pré-Qin (antes de 221 a.C.), simbolizando esperança contínua.
As cores terrosas e douradas das circunferências externas representam a solidez e o futuro promissor da organização, mesclando determinação e dinamismo.
Um ano de preparação e avanços em 2024
Ao longo de 2024, a China consolidou sua liderança na organização, promovendo a expansão dos laços econômicos e culturais entre os países membros.
Entre os principais feitos estão a realização de fóruns para a redução da pobreza, o fortalecimento do intercâmbio entre cidades e a promoção de comércio e investimento internacionais. Esses esforços refletem a visão da SCO como uma plataforma para cooperação multilateral e integração regional.
A SCO é herdeira do antigo grupo dos Cinco de Xangai criado em 1996, atualmente é composta por nove membros (China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão, desde 2001; Índia e Paquistão a partir de 2017; e o Irã, a partir de 2021).
Além disso, conta com três observadores (Afeganistão, Bielorrússia e Mongólia) e nove parceiros de diálogo (Azerbaijão, Armênia, Camboja, Nepal, Turquia, Sri Lanka, Arábia Saudita, Egito e Qatar).
Tamanho é o peso político, econômico e demográfico do bloco que seus países-membros respondem por mais de 70% do território eurasiático, quase a metade da população do planeta e mais de 30% do PIB mundial.
Originalmente voltada para questões de segurança e estabilidade, a organização ampliou seu escopo para incluir cooperação econômica e cultural, sendo hoje um importante fórum para promover um desenvolvimento equilibrado e sustentável na região.
Planos para 2025: ação como palavra-chave
Com a presidência da SCO em 2025, a China planeja organizar mais de 40 reuniões institucionalizadas, incluindo uma cúpula que destacará amizade, solidariedade e resultados concretos.
Grandes eventos também estão previstos, como o Fórum dos Partidos Políticos, o Fórum sobre Redução da Pobreza e Desenvolvimento Sustentável e a Exposição Internacional de Investimento e Comércio da SCO. Eventos culturais e voltados para a juventude, como festivais de cinema e televisão e competições de inovação, também estão na agenda.
“O foco na ação reflete o compromisso da China em traduzir o Espírito de Xangai em resultados concretos. Queremos melhorar os mecanismos da SCO e construir uma comunidade com um futuro compartilhado”, destacou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
Importância estratégica da SCO
Com uma população combinada que representa quase metade do mundo e uma área territorial extensa, a SCO desempenha um papel estratégico na estabilidade regional e no desenvolvimento global.
A organização tem se posicionado como uma alternativa ao modelo ocidental de alianças, promovendo o multilateralismo e a soberania dos países membros.
Durante sua presidência, a China espera consolidar sua posição como líder global e expandir os horizontes da SCO, criando novas oportunidades de desenvolvimento para os países membros e parceiros.
As iniciativas incluem maior integração econômica, segurança compartilhada e intercâmbios culturais que promovam a paz e a prosperidade na região.
A expectativa é que 2025 seja um ano decisivo para a SCO, com a presidência da China prometendo não apenas continuidade, mas inovação nos esforços do grupo.
Como enfatizado por Mao Ning, a presidência chinesa busca abrir novos espaços para o desenvolvimento mútuo e fortalecer a relevância da SCO no cenário global.