IMAGENS FORTES

VÍDEOS: Mulheres pró-Palestina são espancadas pela polícia alemã no 8M de Berlim

Ato pelo Dia Internacional da Mulher termina com repressão policial covarde a manifestantes que protestavam contra o massacre do povo palestino

Polícia de Berlim agride mulheres em manifestação pró-Palestina no 8M.Créditos: Reprodução/PA Allies/Divulgação
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De BERLIM | A celebração do Dia Internacional da Mulher em Berlim, na Alemanha, neste sábado (8), foi marcada por repressão policial contra manifestantes pró-Palestina. Durante os atos, que reuniram milhares de pessoas em defesa dos direitos das mulheres, agentes da polícia da capital alemã agiram com brutalidade contra mulheres que protestavam contra o massacre de palestinos em Gaza.

A manifestação "Until Total Liberation" (em português, "Até a libertação total"), organizada pelo coletivos pró-Palestina, foi alvo de truculência por parte dos agentes. De acordo com comunicado do grupo Palestinians and Allies (em português, "Palestinos e aliados"), pelo menos três mulheres da comunidade FLINTA (sigla em alemão para mulheres, pessoas lésbicas, intersexuais, não-binárias, trans e agênero) foram retiradas à força da multidão e submetidas a agressões físicas e privação de liberdade. 

"A Polícia de Berlim puxou uma manifestante FLINTA da multidão na Oranienstr/Skalitzerstr e a empurrou contra um arbusto, onde foi mantida nessa posição forçada por minutos", diz o comunicado

Outro caso descrito pelo grupo denuncia que uma manifestante foi jogada ao chão, algemada com uso excessivo de força e teve um policial pressionando o joelho sobre ela. 

Veja o comunicado e assista vídeo [ATENÇÃO, IMAGENS FORTES]:

Outro vídeo que circula pelas redes sociais mostra mulheres pró-Palestina sendo brutalmente espancadas com socos no rosto pelos policiais: 

Assista: 

Repressão direcionada

A repressão se deu em meio a uma ampla mobilização do 8M na capital alemã. Manifestações feministas tomaram as ruas desde o início do dia, com atos convocados por sindicatos, grupos políticos e movimentos sociais. Enquanto marchas contra a desigualdade salarial e a violência de gênero transcorreram sem incidentes graves, os protestos que incluíam pautas pró-Palestina foram os que sofreram maior repressão.

De acordo com a polícia, 28 manifestantes foram detidos e um policial ficou ferido durante os atos. A versão oficial alega que houve "ataques físicos" contra agentes e uso de artefatos pirotécnicos por parte dos manifestantes, mas testemunhas no local afirmam que a violência partiu inicialmente das forças de segurança.

A abordagem política da polícia de Berlim em relação aos atos pró-Palestina não é um fato isolado. Nos últimos meses, o governo alemão tem endurecido sua posição contra manifestações que denunciam o massacre na Faixa de Gaza, proibindo faixas, bandeiras e até mesmo palavras de ordem em árabe sob justificativa de "segurança pública".

Atos pró-Israel, no entanto, não são submetidos a restrições semelhantes, o que tem gerado críticas de grupos de direitos humanos sobre o viés discriminatório e político nas ações policiais.

Violência policial exposta em vídeos

Imagens registradas por manifestantes e compartilhadas nas redes sociais mostram mulheres sendo arrastadas pelo chão, jogadas contra grades e brutalmente contidas por grupos de policiais armados. Em uma das gravações, é possível ver uma jovem gritando enquanto é empurrada contra um muro por pelo menos três policiais.

Os vídeos rapidamente viralizaram e geraram forte repercussão, com ativistas denunciando a ação como um atentado contra os direitos democráticos e a liberdade de expressão na Alemanha.

"O que ocorreu no 8M em Berlim é um escândalo. Mulheres que marchavam em defesa da Palestina foram brutalizadas em pleno Dia Internacional da Mulher. A Alemanha está criminalizando a solidariedade ao povo palestino", denunciou uma das manifestantes em suas redes sociais.

A polícia de Berlim ainda não se pronunciou sobre as agressões captadas em vídeos. Enquanto isso, ativistas afirmam que vão continuar denunciando a repressão e organizando novas manifestações, apesar do cerco cada vez maior contra os protestos pró-Palestina no país.

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