Nesta segunda-feira (17), o Exército de Israel, com aval do governo norte-americano, realizou uma série de ataques brutais na Faixa de Gaza, encerrando unilateralmente o cessar-fogo vigente desde janeiro.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, pelo menos 404 palestinos, incluindo crianças, foram mortos, e mais de 150 ficaram feridos, em um dos episódios mais sangrentos desde o início do ano.
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O governo de Donald Trump, consultado previamente sobre os ataques, deu luz verde à operação, reforçando sua política de apoio incondicional a Israel.
"O governo Trump e a Casa Branca foram consultados pelos israelenses sobre seus ataques em Gaza esta noite", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em conferência na segunda-feira (18).
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O Hamas classificou a ação como uma "violação deliberada" do acordo de trégua e responsabilizou o governo de Benjamin Netanyahu pelas consequências da ofensiva, que inclui a destruição de casas e o bloqueio de ajuda humanitária.
Enquanto isso, a administração Trump justificou os ataques ao Hamas, ecoando a retórica belicista que tem marcado sua política externa no Oriente Médio.
Simultaneamente, a ofensiva contra os houthis, no Iêmen, que abriram conflito direto contra a Marinha dos EUA no Mar Vermelho, mostra que os EUA tem aberto uma postura de intensificação da violência no Oriente Médio.
"Como o presidente Trump deixou claro - Hamas, os Houthis, o Irã, todos aqueles que buscam aterrorizar não apenas Israel, mas também os Estados Unidos da América, verão um preço a pagar. O inferno vai se soltar", disse a porta-voz da Casa Branca.