Manifestantes são presos por 'crime ambiental' após jogarem lama no Congresso

Os ativistas protestavam pedindo punição aos responsáveis pela tragédia em Mariana (MG) e acabaram detidos ontem (25) pela Polícia Legislativa na Câmara.

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Os ativistas protestavam pedindo punição aos responsáveis pela tragédia em Mariana (MG) e acabaram detidos ontem (25) pela Polícia Legislativa na Câmara [caption id="attachment_75962" align="alignleft" width="334"]mst protesto (Foto: MST)[/caption] Por Redação Cinco pessoas foram presas ontem (25) no Congresso Nacional, em Brasília, depois de participarem de uma performance com lama pelos corredores. A intenção do grupo era protestar contra a Samarco, controlada pelas empresas Vale e BHP Billiton, em resposta à tragédia ocorrida em Mariana (MG) após o rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora. O auto de prisão foi feito pela Polícia Legislativa, que justificou a atitude com base na lei de crimes ambientais (9.605/98). O documento oficial cita o artigo 65 ("pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano"), além dos artigos 140 (injúria) e 329 (resistência) do Código Penal. A presidência da Câmara dos Deputados afirmou, em nota, que "jovens que teriam entrado na Câmara como visitantes picharam o local com uma substância que se assemelha a lama". Em entrevista à BBC Brasil, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) classificou como um "paradoxo" a prisão dos ativistas. "Que paradoxo total é esse? Quem vem se manifestar na casa do povo acaba sendo detido sob acusação de crime ambiental. Mas os responsáveis pelo mar de lama da Samarco e da Vale, que vitimou diretamente 22 pessoas, incluindo os 11 desaparecidos, e todos os danos ao rio Doce, chegando ao oceano Atlântico, continuam soltos", criticou.