O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deu um "cavalo de pau" nesta quinta-feira (6) ao recuar de uma declaração que havia feito sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante um evento com investidores em São Paulo realizado no dia 29 de janeiro, Kassab havia afirmado que Lula "perderia a eleição se fosse hoje" e que o ministro da Fazenda Fernando Haddad "é fraco".
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Cinco dias depois, na última segunda-feira (3), uma pesquisa Quaest, entretanto, mostrou um cenário totalmente oposto ao projetado pelo presidente do PSD. Segundo o levantamento, Lula venceria todos os possíveis adversários em um possível segundo turno, caso as eleições presidenciais fossem hoje.
Nesta quinta-feira (6), então, Kassab voltou atrás. Em entrevista ao jornal Estadão, o dirigente partidário afirmou que o cenário eleitoral deve mudar até 2026 e que Lula é "forte".
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“Ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa sobre a eleição. Ele ainda pode reverter o cenário. Ele é forte”, declarou o presidente do PSD.
Com relação à declaração que havia feito sobre Fernando Haddad, Kassab minimizou: “O que eu disse deu muita repercussão, não era para tanto. Era apenas algo relacionado à postura dele no governo”.
Lula exige respeito
Em coletiva a jornalistas no dia 30 de janeiro, o presidente Lula afirmou que está "tranquilo" após as provocações de Gilberto Kassab, presidente do PSD, sobre as eleições de 2026.
O líder do PSD, que comanda um dos maiores partidos do Centrão, declarou que Lula perderia uma eleição se o pleito fosse realizado hoje. Além disso, criticou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificando-o como "fraco".
O presidente respondeu com bom humor: "Quando vi a declaração do companheiro Kassab, comecei a rir. Como ele disse, se a eleição fosse hoje, eu perderia. Olhei no calendário e percebi que ela só será daqui a dois anos. Fiquei despreocupado, porque hoje não há eleição", brincou Lula.
Lula também defendeu o ministro da Fazenda: "Considero o Haddad um ministro extraordinário", destacando o arcabouço fiscal, a reforma tributária e a PEC da Transição como conquistas de sua pasta. "Por isso, o Kassab deveria elogiá-lo. Mas não posso exigir que ele o faça se não deseja", completou.
O presidente ainda reagiu às declarações de Marcos Pereira (Republicanos), que quase foi candidato à presidência da Câmara dos Deputados com apoio do governo. O líder partidário afirmou que sua legenda provavelmente não apoiará Lula em 2026.
"Se o Republicanos vai me apoiar ou não em 2026, deixemos para 2026. Não vamos antecipar dois anos. Meu foco agora é fazer de 2025 o ano da melhor colheita política deste país", declarou Lula.
Atualmente, o Republicanos ocupa o Ministério dos Portos e Aeroportos, comandado por Silvio Costa Filho. Já o PSD de Kassab controla as pastas da Agricultura (Carlos Fávaro), Minas e Energia (Alexandre Silveira) e Pesca (André de Paula).