Javier Milei, o tresloucado e caricato presidente argentino, já tem um novo escândalo para se preocupar. Desta vez, não foi nenhum trambique com criptomoedas fajutas que levou dinheiro de incautos desavisados, mas sim uma “amiga” que voltou dos EUA recheada de bagagens e não prestou contas ao serviço de alfândega.
A história toda começa com a revelação feita pelo jornalista Carlos Pagni, que atua na emissora de TV do jornal La Nación. Ele contou ao vivo que uma jovem chamada Laura Belén Arrieta, ex-comissária de bordo e bem relacionada nos meios ultrarreacionários argentinos, que vive postando fotos com Milei, além de ter organizado e participado do evento de extrema direita CPAC, nos EUA, regressou a Buenos Aires num voo privado vindo de Miami, onde o encontro ocorreu, desembarcado com inúmeras malas.
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Quando a vasta bagagem de Laura ia ser, por óbvio, revistada por agentes da Aduana e da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), uma “ordem superior” surgiu e determinou que ninguém faria qualquer tipo de averiguação. No LinkedIn, a moça se diz vice-presidente e gerente de operações corporativas da empresa de Scatturice COC Global Enterprise, de propriedade de Leonardo Scatturice, um conhecido milionário argentino que vive em Miami e que já se envolveu em vários escândalos políticos.
Outros veículos argentinos reportam que Laura é irmã e uma figura poderosa no partido de Milei, o La Libertad Avanza (LLA), identificada como Fernanda Arrieta, de uma família proveniente de Lanús. A proximidade da jovem com Milei fica clara nas fotos que ela compartilha na presença do chefe de Estado. Também é incomum seu protagonismo em atividades relacionadas à CPAC, tendo em vista que Laura até três anos atrás era ajudante de cabine numa empresa de voos executivos.
Pressionado por vários jornalistas e veículos para se manifestar, a assessoria da Presidência da Argentina não respondeu nada até o momento em relação ao episódio, que ameaça ser uma nova e grande dor de cabeça para o político extremista que idolatra Donald Trump e Jair Bolsonaro.