A maioria das pessoas, certamente, nunca reparou que os shopping centers, no geral, têm uma característica peculiar em suas construções. E isso, ao redor do mundo: os centros comerciais não têm janelas.
Não é coincidência e nem acaso. Trata-se de uma estratégia bem definida e pensada, dentro de uma visão que favorece o estímulo ao consumo.
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Um dos reais e principais motivos que explicam a opção de não se usar janelas está diretamente relacionado à percepção do tempo dos consumidores.
De acordo com reportagem da CNN dos Estados Unidos, já que os consumidores não conseguem ver o tempo mudando, ou seja, as horas passando, principalmente em ambientes fechados, eles perdem a noção de quantas horas passam no shopping e, consequentemente, compram e consomem mais.
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Isso se explica porque a luz artificial dos shoppings dá a ideia de um ambiente de eterno dia e, por isso, sem distrações das compras.
Outro aspecto da estratégia para aumentar as vendas se refere ao fato de que a falta de janelas abriu mais espaço para paredes em que podem ficar expostos produtos e provocar vendas.
Finalmente, a falta de janelas auxilia na economia de energia, pois o menor contato com o ambiente externo diminui a temperatura e exige menos dos ares-condicionados.
Estratégia não é recente
O primeiro shopping center completamente fechado foi construído na cidade de Mineápolis, nos Estados Unidos, em 1956. O local tinha 110 mil metros quadrados e se tornou o modelo de shoppings fechados e climatizados que passaram a surgir no país e no mundo.