A Globo deu início a uma intensa campanha de divulgação do remake de "Vale Tudo", a sua grande aposta para 2025 e para resgatar a audiência de sua faixa noturna, que tem sofrido com perda constante de audiência.
Em uma publicação feita em suas redes sociais, a Globo, para divulgar o trailer de "Vale Tudo", escreveu o seguinte: “Alguns sonham em ter um novelão, mas só Vale Tudo é 'Vale Tudo'. Já parou pra assistir esse trailerzão incrível? Chega mais e segue o fio para saber um pouco sobre.”
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Mas, o que talvez a Globo não esperava era receber uma provocação da Max, que, neste momento, comemora o sucesso de sua primeira novela, "Beleza Fatal", que entrou para o top 10 mundial da plataforma, que pertence à Warner Bros.
Ao responder à Globo, a Max provocou e usou jargões da antagonista de "Beleza Fatal", Lola, que é interpretada por Camila Pitanga: “Eu reconheço um Lolover de longe, Glô, assume, my love”, debochou a concorrente da emissora carioca.
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Caio Blat critica venda de "Beleza Fatal" pra Band e o motivo é justo; entenda
O ator Caio Blat, durante entrevista ao programa Dando a Real com Leandro Demori, criticou a venda da novela Beleza Fatal (Max) para a Band. Blat afirmou que, na TV aberta, a produção vai alcançar mais pessoas, mas criticou a legislação brasileira, que não garante direito de imagem aos atores, ou seja, com exceção do autor e do diretor, o restante da produção não recebe pela revenda.
Em Beleza Fatal, Caio Blat interpreta o médico Benjamin Argento, filho do renomado cirurgião Átila Argento (Herson Capri). Na trama, todos eles estão envolvidos na morte da modelo (Fernanda Marques), que foi assassinada por Benjamin e seu amigo Rog Ferreira (Marcelo Serrado), com o acobertamento de Lolla (Camila Pitanga), que também é responsável pelo assassinato de Cléo (Vanessa Giacomo), mãe de Sofia (Camila Queiroz), que, anos depois, busca vingança contra os Argento e a Lolla.
“A gente está com uma novela que está fazendo um sucesso gigantesco no streaming, que é Beleza Fatal. Dirigi até algumas cenas. É uma das primeiras novelas nesse novo formato mais dinâmico do streaming. São 40 episódios, é uma superprodução, conseguiu pegar atores consagrados que o público conhecia, confia e gosta do trabalho. A novela é um estouro”, inicia Caio Blat.
Sobre a venda de Beleza Fatal para a Band: “Fizemos a novela para a Max para abrir um novo campo de mercado, para abrir um novo formato, falar com um público que não é quem vê novela na TV aberta. Imediatamente, a novela foi vendida para uma emissora de TV aberta [...] A gente ficou feliz porque quer que ela chegue ao maior público possível. Mas a gente não tem nenhum direito, nenhuma participação sobre isso. A gente trabalhou para o streaming por um valor, para aqueles assinantes. E agora eles podem negociar, os direitos todos são deles. Podem revender e reprisar.”
“Qualquer novela ou filme que já fiz pode ser colocado no streaming sem comunicar nem me pagar [...] agora eles negociam, os direitos todos são deles. Podem revender e reprisar”, critica Caio Blat.
Em seguida, o ator fala sobre a necessidade de reformar a legislação brasileira. “Só existe direito autoral para o autor da novela e para o diretor [...] a nossa imagem, voz e interpretação está presa ali. Só que não existe lei no Brasil de direitos conexos, como no México, na Argentina, na Espanha e em Portugal.”
Caio Blat também alertou para a uberização dos atores e atrizes. “E no streaming está acontecendo isso de novo. A nossa profissão está sofrendo uma uberização. Antes, nas TVs abertas, a gente tinha salários, direitos, férias, décimo terceiro. Agora, a gente não tem mais nada, a gente trabalha por diária, não tem mais carteira assinada e não temos direitos sobre o que vai ser feito com aquilo depois.”
A novela "Beleza Fatal" se tornou um fenômeno de audiência e entrou para o Top 10 mundial da Max.
A íntegra da entrevista pode ser conferia no vídeo abaixo: