Uma mulher de 43 anos teve dois perfis nas redes sociais Facebook e Instagram derrubados por determinação Justiça do Distrito Federal, no início de junho, por suposto 'stalking' - prática que consiste em uma forma de perseguição intensa e invasão de privacidade e que ficou conhecida na série "Bebê Rena", da Netflix - contra o ministro João Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). As informações são de Lauro Jardim no jornal O Globo.
Segundo ação cível e representação criminal protocoladas por Noronha, a mulher, que estagiou em seu gabinete há mais de uma década, o perseguiria com centenas de ligações e publicações em série nas redes sociais expondo detalhes sobre sua vida privada, com conteúdos bizarros o associando, por exemplo, a "pacto satânico, estupro e canibalismo".
Entre fotos do que seria o portão da casa de Noronha e imagens do ministro com a esposa, a mulher fez publicações como: “Prof. João Otávio de Noronha, pacto satânico, estupro e canibalismo sempre foi (sic) crime”; “Noronha oferece jantares de defunto na casa dele”, junto com “Corpo e os cabelos você já destruiu. Não bate mais no meu rosto. Uma década de sofrimento”.
A mulher ainda tinha por hábito de divulgar nessas postagens dados sobre os filhos do ministro e outros detalhes sobre sua vida privada, junto a músicas sugestivas como “Sacrifice", de Elton John) e “You'll Be In My Heart”, de Phil Collins).
João Otávio Noronha nega, nas ações que protocolou contra a suposta stalker, qualquer relação com os temas sinistros e criminosos citados pela mulher, como estupro ou canibalismo.
Em nota, o STJ se manifestou sobre o caso:
“O Superior Tribunal de Justiça informa que todas as medidas judiciais cabíveis foram tomadas pelos ministros mencionados, além do reforço na segurança institucional para garantir a integridade deles e de seus familiares. Uma vez que se trata de um processo em segredo de Justiça e de um caso que envolve delicadas questões de saúde mental de terceiros, o STJ não prestará demais esclarecimentos”.