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Reitora Márcia Abrahão: “O MEC tem nos recebido e se mostrado sensível, mas, infelizmente, mesmo com nossas explicações e apelos, não obtivemos nenhuma resposta positiva” - Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB[/caption]
A tradicional Universidade de Brasília está vivendo sob a ameaça de paralisar suas atividades. De acordo com reportagem de Manoela Alcântara, do Metrópoles, a situação é desesperadora: “Se não tiver contingenciamento, a UnB para de funcionar em agosto”, afirmou a decana de Planejamento e Orçamento da instituição, Denise Imbroise, durante reunião pública para tratar da crise financeira que se abateu sobre a universidade. O rombo alcança R$ 92,3 milhões em seu orçamento para 2018.
A universidade anunciou que necessita cortar despesas, o que implicaria em redução de terceirizados, estagiários e subsídios, como o oferecido aos estudantes que se alimentam no Restaurante Universitário (RU). A medida pode aumentar em até 160% o valor das refeições, dependendo da condição financeira do aluno. Outras contenções também estão sendo analisadas.
Com o auditório lotado, a reitora Márcia Abrahão foi recebida pelos estudantes com gritos de “não aceitamos demissões. Mexeu com os terceirizados, mexeu com a gente”. Ela ouviu os protestos e conversou brevemente com a imprensa. De acordo com a gestora, foram realizadas diversas reuniões com o Ministério da Educação (MEC) para tentar conseguir recursos. “O MEC tem nos recebido e se mostrado sensível, mas, infelizmente, mesmo com nossas explicações e apelos, não obtivemos nenhuma resposta positiva”. Além de não haver retorno prático quanto aos pedidos da UnB, a pasta sinalizou um cenário ainda mais duro, com a possibilidade de publicação de um novo decreto de contingenciamento, nos próximos dias, alertou.
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