A deputada federal, Bia Kicis (PSL-DF), fez piada transfóbica com a cantora Pablo Vittar ao comentar o Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCPRP), consórcio de centros de investigação, mídia e jornalistas que deu o prêmio de personalidade do ano de 2020 ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) por seu papel na promoção do crime organizado e da corrupção.
De acordo com a deputada, o OCCPRP “é o mesmo consórcio que elegeu Pablo Vittar a mulher do ano”.
Bia Kicis erra duas vezes com a sua postagem. A primeira com a tentativa de piada transfóbica, tentando desqualificar o gênero de Pablo Vittar, que já foi sim indicada a mulher mais sexy do ano pela revista Isto É, em 2018. Além disso, ela foi eleita “Homem do Ano”, de 2020, pela revista GQ Brasil.
E, como o nó é grande na cabeça conservadora da deputada, seu segundo erro foi insinuar que o OCCPRP não seria um organismo sério. A organização, vale lembrar, tem um histórico forte em todo o planeta, tendo participado, entre outras, da investigação no caso Panama Papers.