MEMÓRIA

Golpe de 64: ministra de Lula, Gleisi lembra morte de Rubens Paiva por "facínoras" da Ditadura

Ministra também relembra investidas bolsonaristas para minar democracia e importância de punir responsáveis por crimes

Gleisi Hoffmann.Créditos: Jefferson Rudy/Agência Senado
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No dia 31 de março de 1964 começava um dos períodos mais sombrios da História do Brasil, marcado por 21 anos de perseguição, tortura, repressão e assassinato de cidadãos e políticos por militares: o golpe militar, que hoje, completa 61 anos. Completam-se também 40 anos do fim desse período e o início da redemocratização do país. Nas redes sociais, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, relembrou a morte de Rubens Paiva, recentemente retratada no filme ‘Ainda Estou Aqui’, em repúdio ao período de violência cometida pelo Estado.

“Foram mais de duas décadas de resistência e sacrifício para a restauração da democracia, que culminaram com a campanha das diretas já, o fim dos governos militares e a eleição da Assembleia Nacional Constituinte. Muitos deram a vida ao longo dessa luta, em que “a sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram”, como definiu o deputado Ulysses Guimarães”, destacou Gleisi no X.

Em um momento de tensão política vivida há poucos anos atrás no Brasil, marcada por tentativas de minar a estabilidade democrática, a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) reforçou a importância de recordar a história do país e de responsabilizar aqueles que atentaram contra a democracia e os direitos humanos.

“É importante recordar esse período nos dias de hoje, em que estão sendo levados a julgamento os comandantes de uma nova tentativa de golpe, incluindo um ex-presidente da República tornado réu. A responsabilização penal dos golpistas, na vigência plena do estado de direito e das garantias constitucionais que tentaram abolir, é um dever histórico em defesa da democracia, hoje e para sempre”, completou.

Julgamento de tentativa de golpe

Na semana passada, os brasileiros acompanharam ao vivo, o Supremo Tribunal Federal (STF) tornar Jair Bolsonaro e seus aliados réus por tentativa de golpe de Estado. Em um país com um histórico de golpes, essa decisão é um passo importante para a democracia brasileira e uma mensagem forte ao mundo de que figuras tão nefastas serão responsabilizadas por seus crimes.

Uma reportagem da Fórum mostrou a repercussão internacional do julgamento e da decisão unânime do STF em tornar sete militares e o ex-presidente reús por atentar contra a democracia brasileira. O jornal britânico The Guardian destacou que a decisão colocou “o populista de extrema direita, que governou o Brasil de 2019 até o final de 2022, diante do esquecimento político e de uma possível sentença de prisão superior a 40 anos”. Além disso, destacou que o ex-presidente junto aos militares no governo tentou “orquestrar uma conspiração violenta para tomar o poder por meio de um golpe militar”.

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