DITADURA NUNCA MAIS

Golpe de 64: Lula alerta sobre "ameaças autoritárias que ainda insistem em sobreviver"

No marco dos 61 anos do golpe que culminou em um dos períodos mais sombrios da história brasileira, presidente destaca importância da democracia

Lula e os comandantes das Forças Armadas.Créditos: Ricardo Stuckert/PR
Escrito en POLÍTICA el

Nesta segunda-feira (31), data que marca os 61 anos do golpe civil-militar de 1964, que culminou em 21 anos de uma ditadura que perseguiu, censurou, matou e torturou opositores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da democracia para que o país não viva, novamente, um dos períodos mais sombrios de sua história. 

O mandatário, em publicação nas redes sociais, alertou sobre "ameaças autoritárias que ainda insistem em sobreviver", em clara referência à tentativa de golpe deflagrada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022. 

"Hoje é dia de lembrarmos da importância da democracia, dos direitos humanos e da soberania do povo para escolher nas urnas seus líderes e traçar o seu futuro. E de seguirmos fortes e unidos em sua defesa contra as ameaças autoritárias que, infelizmente, ainda insistem em sobreviver", escreveu Lula. 

"Não existe, fora da democracia, caminhos para que o Brasil seja um país mais justo e menos desigual. Não existe um verdadeiro desenvolvimento inclusivo sem que a voz do povo seja ouvida e respeitada. Não existe justiça sem a garantia de que as instituições sejam sólidas, harmônicas e independentes", prosseguiu o presidente. 

"Nosso povo, com muita luta, superou os períodos sombrios de sua história. Há 40 anos, vivemos em um regime democrático e de liberdades, que se tornou ainda mais forte e vivo com a Constituição Federal de 1988. Esta é uma trajetória que, tenho certeza, continuaremos seguindo. Sem nunca retroceder", finalizou. 

Veja a publicação: 
 

Gleisi relembra Rubens Paiva 

No dia 31 de março de 1964 começava um dos períodos mais sombrios da História do Brasil, marcado por 21 anos de perseguição, tortur e assassinato de cidadãos e políticos por militares, que hoje, se completa 61 anos. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez uma publicação nas redes sociais relembrando a morte de Rubens Paiva, recentemente retratada no filme ‘Ainda Estou Aqui’, em repúdio ao golpe.

“Foram mais de duas décadas de resistência e sacrifício para a restauração da democracia, que culminaram com a campanha das diretas já, o fim dos governos militares e a eleição da Assembleia Nacional Constituinte. Muitos deram a vida ao longo dessa luta, em que “a sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram”, como definiu o deputado Ulysses Guimarães”, destacou Gleisi no X.

Em um momento de tensão política vivida há poucos anos atrás no Brasil, marcada por tentativas de minar a estabilidade democrática, Gleisi reforçou a importância de recordar a história do país e de responsabilizar aqueles que atentaram contra a democracia.

“É importante recordar esse período nos dias de hoje, em que estão sendo levados a julgamento os comandantes de uma nova tentativa de golpe, incluindo um ex-presidente da República tornado réu. A responsabilização penal dos golpistas, na vigência plena do estado de direito e das garantias constitucionais que tentaram abolir, é um dever histórico em defesa da democracia, hoje e para sempre”, completou.

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