Nesta segunda-feira (31), data que marca os 61 anos do golpe civil-militar de 1964, que culminou em 21 anos de uma ditadura que perseguiu, censurou, matou e torturou opositores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da democracia para que o país não viva, novamente, um dos períodos mais sombrios de sua história.
O mandatário, em publicação nas redes sociais, alertou sobre "ameaças autoritárias que ainda insistem em sobreviver", em clara referência à tentativa de golpe deflagrada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022.
"Hoje é dia de lembrarmos da importância da democracia, dos direitos humanos e da soberania do povo para escolher nas urnas seus líderes e traçar o seu futuro. E de seguirmos fortes e unidos em sua defesa contra as ameaças autoritárias que, infelizmente, ainda insistem em sobreviver", escreveu Lula.
"Não existe, fora da democracia, caminhos para que o Brasil seja um país mais justo e menos desigual. Não existe um verdadeiro desenvolvimento inclusivo sem que a voz do povo seja ouvida e respeitada. Não existe justiça sem a garantia de que as instituições sejam sólidas, harmônicas e independentes", prosseguiu o presidente.
"Nosso povo, com muita luta, superou os períodos sombrios de sua história. Há 40 anos, vivemos em um regime democrático e de liberdades, que se tornou ainda mais forte e vivo com a Constituição Federal de 1988. Esta é uma trajetória que, tenho certeza, continuaremos seguindo. Sem nunca retroceder", finalizou.
Veja a publicação:
Gleisi relembra Rubens Paiva
No dia 31 de março de 1964 começava um dos períodos mais sombrios da História do Brasil, marcado por 21 anos de perseguição, tortur e assassinato de cidadãos e políticos por militares, que hoje, se completa 61 anos. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez uma publicação nas redes sociais relembrando a morte de Rubens Paiva, recentemente retratada no filme ‘Ainda Estou Aqui’, em repúdio ao golpe.
“Foram mais de duas décadas de resistência e sacrifício para a restauração da democracia, que culminaram com a campanha das diretas já, o fim dos governos militares e a eleição da Assembleia Nacional Constituinte. Muitos deram a vida ao longo dessa luta, em que “a sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram”, como definiu o deputado Ulysses Guimarães”, destacou Gleisi no X.
Em um momento de tensão política vivida há poucos anos atrás no Brasil, marcada por tentativas de minar a estabilidade democrática, Gleisi reforçou a importância de recordar a história do país e de responsabilizar aqueles que atentaram contra a democracia.
“É importante recordar esse período nos dias de hoje, em que estão sendo levados a julgamento os comandantes de uma nova tentativa de golpe, incluindo um ex-presidente da República tornado réu. A responsabilização penal dos golpistas, na vigência plena do estado de direito e das garantias constitucionais que tentaram abolir, é um dever histórico em defesa da democracia, hoje e para sempre”, completou.