AÇÃO CRIMINOSA

Abin de Bolsonaro invadiu e hackeou instituições públicas do Paraguai

Novo escândalo do finado governo caótico de extrema direita mostra que agência cometeu crimes contra a Presidência da República e Congresso do país vizinho

Créditos: Antonio Cruz/Agência Brasil
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O finado e sepultado governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PL) deixou os brasileiros há mais de dois anos, mas os escândalos envolvendo a caótica “gestão” do hoje réu e indiciado ex-presidente não param de aparecer. Agora, quem volta aos holofotes, é a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que durante o mandato do antigo ocupante do Palácio do Planalto já havia se envolvido em empreitadas criminosas.

Desta vez, um agente do órgão informou que instituições públicas do Paraguai foram invadidas digitalmente e hackeadas para obtenção de informações relacionadas às negociações envolvendo a Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu, tendo como alvos específicos a Presidência da República daquela nação, o Congresso e autoridades políticas e de carreira relacionadas ao tema. As informações originalmente são do portal Uol.

O tal agente que apresentou as informações num depoimento à Polícia Federal, num primeiro momento, ao que parece, tentou incriminar o governo do presidente Lula (PT), dizendo que tal operação seguia em curso, mas foi desmentido pelo Planalto, que mostrou que os atos criminosos tiveram origem junho de 2022, na gestão de Bolsonaro, e que seguiram até 27 de março de 2023, quando foram descobertos e suspensos imediatamente, ainda na gestão interina de Saulo de Cunha Moura,na Abin, já que seu novo diretor, Luiz Fernando Corrêa, nomeado por Lula e que teve o nome aprovado pelo Senado, só foi empossado em 29 de maio daquele ano.

“O governo do Presidente Lula desmente categoricamente qualquer envolvimento em ação de inteligência contra o Paraguai. A citada operação foi autorizada pelo governo anterior, em junho de 2022, e tornada sem efeito pelo diretor interino da ABIN em 27 de março de 2023, tão logo a atual gestão tomou conhecimento do fato. O governo do Presidente Lula reitera seu compromisso com o respeito e o diálogo transparente como elementos fundamentais nas relações diplomáticas com o Paraguai e com todos seus parceiros na região e no mundo”, diz uma nota emitida pelo Planalto a respeito do caso.

O governo do Paraguai também se pronunciou e surpreendentemente disse que não foi hackeado e que tampouco teve seus dispositivos digitais de Estado invadidos por quem quer que fosse. “O Paraguai não tem nenhuma evidência de que o Brasil tenha atacado seus sistemas informáticos. Temos tranquilidade de que as informações que administramos nas negociações internacionais estão resguardadas”, comunicou o governo de Assunção.

Ainda na tarde desta segunda-feira (31), os chanceleres de Brasil e Paraguai, respectivamente Mauro Vieira e Rúben Ramírez Lezcano conversaram por telefone amistosamente e trataram do assunto, que já estaria contornado e encerrado.

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