A ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), ingressou no Supremo Tribunal Federal com uma queixa-crime contra o também deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). O bolsonarista, notório por suas declarações racistas e misóginas (é aquele que comparou o quociente de inteligência dos africanos aos de macacos), “lacrou” mais uma vez em suas redes sociais dizendo que o presidente Lula era um “cafetão” e estava oferecendo sua ministra ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao do Senado, David Alcolumbre (UB-AP).
Na publicação na rede X (ex-twitter), Gayer marcou o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), namorado de Gleisi, e ainda se referiu a um possível trisal que seria composto pela ministra, pelo deputado do Rio de Janeiro e pelo presidente do Senado Federal.
Os advogados da ministra sustentam que “a conduta do querelado [Gayer] atenta não apenas contra a ética, o respeito e urbanidade esperada de qualquer cidadão, como é vil ao diminuir a condição de uma mulher que exerce um cargo público de grande relevância, o que constitui ação criminosa e aumenta não somente o clima de violência política, mas a misoginia em ambiente político que deveria prezar pela igualdade em todos os sentidos”.
Na queixa-crime apresentada ao STF, Gleisi pede uma indenização de R$30 mil por danos morais.