No domingo (9), veio à tona que o Ministério da Defesa, ainda sob o comando do então presidente Jair Bolsonaro (PL), publicou em 7 de novembro — oito dias após a posse de Lula como presidente do Brasil — um post que redirecionava os usuários para um grupo golpista.
A publicação foi feita na conta oficial do Ministério da Defesa no X (antigo Twitter), onde o órgão divulgou um comunicado sobre a fiscalização do sistema de votação. No entanto, em vez de direcionar para o relatório oficial da fiscalização do sistema eletrônico, o link levava os usuários a um grupo no Telegram intitulado "Dê o golpe, Jair", que pregava a derrubada da democracia.
Após a grande repercussão do caso, o Ministério da Defesa emitiu uma nota curta e evasiva:
"O Ministério da Defesa informa que solicitou à plataforma Telegram, nesta segunda-feira (10), a exclusão do canal que usa indevidamente o nome do Ministério da Defesa [...] A Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério da Defesa tomou conhecimento do uso indevido do canal por meio de reportagem e esclarece que mantém uma conta oficial e verificada na plataforma Telegram, que pode ser acessada...", afirmou o órgão.
No entanto, a postagem de 2022, que redirecionava para um grupo golpista, permanece no ar. Sobre isso, o Ministério da Defesa não seu pronunciou: