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Pesquisa Quaest: preço dos alimentos influencia queda de popularidade de Lula

Estudo, realizado em oito estados-chaves para as eleições presidenciais, mostra que mais de 90% dos entrevistados detectaram alta nos preços dos alimentos no último mês

Lula com agricultores familiares no lançamento do Plano Safra no Planalto.Créditos: Ricardo Stuckert / PR
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Pesquisa Genial/Quaest realizada em oito estados-chave para as eleições 2026, que foi divulgada nesta quarta-feira (26), mostra que a queda na popularidade de Lula está sendo influenciada diretamente pelo preço dos alimentos nos supermercados.

Segundo dados da pesquisa, mais de 90% dos entrevistados em todos os estados afirmam que os preços dos alimentos subiram no último mês.

O levantamento foi feito em Pernambuco (92%), Rio de Janeiro (94%), Minas Gerais (94%), São Paulo (95%), Rio Grande do Sul (95%), Bahia (95%), Paraná (96%) e Goiás (96%).

"A sensação de piora na economia pode ser explicada pela quase unanimidade na percepção de aumento no preço dos alimentos nos 8 estados pesquisados. Embora em SP a inflação acumulada de alimentos tenha chegado a 10% em 2024, e em Salvador tenha sido bem menor, 5,84%; nos dois estados, 95% afirmam que os preços de alimentos subiram no último mês", diz Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Os dados refletem na queda da popularidade do presidente, que vê a desaprovação superar a aprovação até mesmo na Bahia, onde venceu a eleição de 2022 com 72% dos votos.

Segundo a Quaest, atualmente 51% dos baianos desaprovam o governo, enquanto 47% aprovam. Em Pernambuco, também no Nordeste, o índice também foi revertido desde a última pesquisa, realizada em dezembro: 50% de desaprovação e 49% de aprovação - eram 65% positivos e 33% negativos há dois meses.

Nos dois principais colégios eleitorais, a queda na popularidade de Lula foi alta. Em São Paulo, onde está a maioria dos eleitores, o governo é desaprovado por 69% - 29% aprovam. Em Minas, segundo colégio eleitoral, 63% dizem desaprovar e 35% que aprovam.

Ainda no Sudeste, o governo é reprovado por 64% dos fluminenses - 35% aprovam. 

O maior índice de desaprovação se concentra em Goiás: 70% - contra 28% de aprovação.

A pesquisa ainda levantou dados do Rio Grande do Sul (66% desaprovam e 33% de aprovação) e Paraná (68% de desaprovação e 30% de aprovação).

Veja a sequencia de publicações de Felipe Nunes sobre a pesquisa

 

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