Nova versão da PEC Emergencial agrada Forças Armadas e mantém reajuste para militares

A mudança proposta pelo senador Marcio Bittar (MDB-AC) trará, em caso de aprovação, impactos bilionários aos cofres públicos

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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O senador Marcio Bittar (MDB-AC) protocolou, nesta quinta-feira (25), uma nova versão da polêmica Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial. O parlamentar, agora, resolveu agradar militares e poupou os reajustes na remuneração das Forças Armadas, de acordo com informações da Carta Capital.

A emenda, hoje, diz que a liberação de “aumento, vantagem ou reajuste a servidores é vedada quando há estouro do limite de despesas”. Porém, prevê duas exceções: os que são provenientes de sentença judicial transitada em julgado e os decorrentes “de atos anteriores à entrada em vigor desta Emenda Constitucional”.

A mudança proposta por Bittar faz uma troca que trará, em caso de aprovação, impactos bilionários aos cofres públicos.

Com a alteração, o trecho que fala em reajustes decorrentes “de atos anteriores à entrada em vigor desta Emenda Constitucional” será substituído por “determinação legal anterior ao início da aplicação das medidas de que trata este artigo”.

Sem aprovação

A expectativa dos parlamentares da oposição é que o texto, que inclui o fim do piso de gastos com Saúde e Educação, além da exclusão do repasse de 28% das receitas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao BNDES, não seja aprovado no Senado.

Hoje, os estados destinam 12% de seus recursos para a Saúde e 25% para a Educação. No orçamento federal, os índices são de 15% e 18%, respectivamente.