Nesta sexta-feira (4), o Greenpeace respondeu ao ataque feito pelo presidente Jair Bolsonaro contra ONGs em sua live presidencial realizada na quinta-feira. O ex-capitão chamou as ONGs de um "câncer" que ele não consegue "matar".
"Os dados dos satélites mostram quem é o verdadeiro câncer da floresta", disse a entidade em entrevista ao jornalista Gustavo Schmitt, do Jornal O Globo. O Greenpeace classificou a declaração do presidente como "violenta e inaceitável".
"Enquanto busca culpar terceiros pelo estrago da sua própria política, a floresta queima e a imagem brasileira se desintegra internacionalmente. Bolsonaro pode tentar, mas não conseguirá matar a esperança dos brasileiros que lutam em defesa da vida e da floresta em pé", disse ainda a organização.
A Human Rights Watch Brasil também condenou a postura do ex-capitão. "Voltamos à mesma história do ano passado. A Amazônia queimando, grileiros e desmatadores enchendo os bolsos e o presidente Jair Bolsonaro culpando ONGs e indígenas pelo desastre ambiental que ele mesmo está provocando", tuitou a entidade.
Durante a live, Bolsonaro defendeu o "desenvolvimento" da Amazônia com dinheiro estrangeiro e atacou entidades ambientalistas. "Vocês sabem que ONG não tem vez comigo, né? Boto pra quebrar com esse pessoal lá. Não consigo matar esse câncer chamado ONG”, afirmou.