Escrito en OPINIÃO el
Diante da má-fé intelectual da direita, associada a setores vacilantes no campo popular, faço questão de defender a MP e afirmar que devemos ir para cima, sem vacilação. Depende da nossa mobilização até o Primeiro de Maio pautar as VITÓRIAS no horizonte: reduzir a Selic, reduzir os juros bancários a partir dos bancos públicos e do crédito popular, isenção do IR até R$ 5 mil, redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1. TEMOS MUITO A CONQUISTAR COM A UNIDADE DO POVO, A PRESSÃO SOBRE A FRENTE AMPLA E A DEFESA DO GOVERNO LULA.
Sobre as falsas polêmicas quanto à MP:
- O superendividamento depende de juros, não da sua queda. A classe trabalhadora já está endividada a taxas MUITO MAIORES QUE 5% a.m. Poder fazer a portabilidade do crédito a partir dos bancos públicos, com redução de mais de 50% dos juros, é reduzir o endividamento e estabelecer um patamar menor de taxa que se imporá ao sistema financeiro nacional, AO LADO DA LUTA PARA REDUZIR A SELIC.
- Bancos públicos não servem para isso? Foi o jeito que teve. Cadê o apoio à luta pela redução dos juros como prioridade?
- Papinho fraco esse, neoliberal, contracionista e conservador, o dos que criticam a medida E JÁ TÊM TAXAS MENORES E USAM O CONSIGNADO. É teoria econômica mixuruca essa que diz que a casa e o país são a mesma coisa. Estudem sobre criação de demanda.
- Hipertrofia do capital financeiro parasitário, rentista sob o imperialismo, é o que vivemos. Consumo é economia produtiva, emprego, desenvolvimento. Quem critica, critica errado. Se não for para isso, vai tudo para a especulação financeira! O governo Lula está ameaçado pelo capital financeiro, que trama sua queda e a vitória definitiva do neoliberalismo. Não é um tema menor o nível da atividade econômica e o êxito do governo Lula para a classe trabalhadora.
- O sistema financeiro prometeu diversificar instituições para reduzir a concentração e baixar os juros, mas essa diversificação foi feita com aumento de juros, um calote contra a economia popular. Com a medida provisória, será possível diminuir os juros para 47 milhões de trabalhadores formais. A medida será bombardeada pelos rentistas.
- A redução da taxa de juros Selic, o crescimento econômico por oito anos, a reforma tributária, a desoneração da cesta básica (incluindo carnes) e a luta para tirar o ICMS, o crédito para a agricultura familiar, a nova industrialização e os BRICS são passos muito importantes. Estão vacilando setores que adotam teses contracionistas. Temos de romper com o neoliberalismo, e não defendê-lo.
- A luta é Lula brigando para a economia crescer, os juros diminuírem e o emprego aumentar de um lado, e, de outro, o capital financeiro rentista e parasitário querendo a desaceleração econômica e a queda no emprego para sangrar Lula até 2026. A luta pelo crescimento do emprego formal é decisiva e jamais foi feita em canto nenhum sem crédito. Pior: jamais sob esse patamar de juros compostos mensalizados (não anuais) e sob a capitalização das tabelas Price e SAC. É torar o cabra. Você acha que na China, nos EUA, na França, na Índia (onde o sistema foi estatizado), ou em qualquer outro lugar do mundo, temos essas condições? Não há tempo. Tem de baixar os juros, sim. E devemos buscar uma saída haddádica para estender a alternativa da redução do patamar de juros para precarizados e trabalhadores rurais.
- A garantia sobre parte do FGTS e o saldo integral da multa é a exigência do sistema financeiro contra o governo e o povo. Se eles tivessem BAIXADO os juros, isso não seria necessário. É um lenitivo. Mais importante é associar a ampliação do consignado aos trabalhadores privados à redução da taxa Selic, para deixar o Brasil crescer e dar qualidade a esse crescimento com valorização do trabalho, nova industrialização, corte na mamata do crédito para desmatadores e poluidores, crescimento em milhões do emprego formal e nossa associação aos projetos dos BRICS e parcerias comerciais amplas.
- Faça as contas: o que significa reduzir em 50% o patamar dos juros no crédito pessoal para trabalhadores da iniciativa privada? Qual a média de juros que você paga hoje? #FicaaDica de Educação Financeira: TROQUE OS JUROS ALTOS PELOS JUROS BAIXOS. ESTENDA O PRAZO A TAXAS MENORES. É básico. É o que ganharemos.
- UNIR a classe trabalhadora e o setor produtivo à luta pela redução dos juros, pelo fim da escala 6x1, pela redução da jornada e pela isenção do IR até R$ 5 mil são bandeiras centrais da nossa luta atual. No dia 18 de março, no Bacen em Brasília e SP, às 10h, e rumo a um grande, bonito e unitário Primeiro de Maio! E, claro, ocupemos as ruas para garantir a democracia.
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