Nesta sexta-feira (21), o governo de Donald Trump proibiu a entrada nos Estados Unidos da ex-presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, uma das principais figuras da oposição ao governo de Javier Milei.
A medida, divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA, também atinge o ex-ministro do Planejamento Julio de Vido, além de familiares próximos de ambos, incluindo parentes diretos da ex-chefe de Estado argentina, que governou o país entre 2007 e 2015.
Cristina Kirchner continua sendo a principal líder da esquerda argentina e a principal mobilizadora da União pela Pátria, frente de partidos que conquistou o primeiro lugar no primeiro turno das eleições argentinas de 2023, embora tenha perdido para Milei no segundo turno. Em outubro, ocorrerão novas eleições legislativas, que definirão parte da composição do Senado e da Câmara dos Deputados do país.
Confira a nota assinada por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA:
"Hoje, estou anunciando a designação de Cristina Elisabet Fernández de Kirchner ('CFK'), ex-presidente da Argentina, e Julio Miguel De Vido ('De Vido'), ex-ministro do Planejamento da Argentina, por seu envolvimento em casos significativos de corrupção durante seus mandatos. Esta ação torna CFK, De Vido e seus familiares imediatos inelegíveis para entrada nos Estados Unidos.
CFK e De Vido abusaram de suas posições, orquestrando e se beneficiando financeiramente de diversos esquemas de suborno envolvendo contratos de obras públicas, resultando no desvio de milhões de dólares dos cofres públicos argentinos. Vários tribunais condenaram CFK e De Vido por corrupção, minando a confiança do povo argentino e dos investidores no futuro do país.
Os Estados Unidos continuarão a promover a responsabilização daqueles que abusam do poder público para ganho pessoal. Essas designações reafirmam nosso compromisso de combater a corrupção global, inclusive nos mais altos níveis de governo."