O aumento do número de contágios e mortes na Argentina nas últimas semanas levou o presidente Alberto Fernández a retomar as medidas restritivas. Nesta sexta-feira (17), em um pronunciamento em rede nacional, ele anunciou que o país retomará a quarentena, com um período que irá desde este sábado até o dia 2 de agosto.
Segundo o presidente, após estas duas semanas, haverá um período de abertura gradual, que será preparado por uma equipe interministerial, que planejará o retorno ao que ele chamou de “nova normalidade”.
“Vamos ter que aprender, não há como voltar à vida normal como a conhecíamos, então teremos que entender o que é a normalidade neste novo mundo. Por isso, vamos fazer isso por etapas”, comentou Fernández, sobre as novas decisões.
Acompanhado por autoridades regionais, o presidente pediu aos cidadãos que “não é possível ser otimista, e ao mesmo tempo não se pode cair no pessimismo. É uma situação complexa. Devemos ter calma e ser conscientes de que estamos muito longe de pensar que isso está acabando”.
El mundo ya no es lo que era y nos exige cuidados diferentes. Por eso vamos a tratar de ir volviendo a nuestra vida habitual escalonadamente.
— Alberto Fernández (@alferdez) July 17, 2020
Pero para tener éxito necesitamos la responsabilidad y la solidaridad de cada uno y debemos mantenernos unidos. Sé que podemos hacerlo. pic.twitter.com/cidV2U5ktF
Embora 91% dos casos de coronavírus na Argentina estejam na região metropolitana de Buenos Aires, Fernández afirmou que “o risco é latente para todos, devido à circulação de pessoas. Então, é muito importante que entendamos que esta é uma tarefa de que devemos enfrentar como país”.
Fernández também enfatizou que também há boas notícias: “os esforços que fizemos nos meses anteriores, entre março e maio, fazem com que a situação atual seja melhor que a de outros países. Nosso sistema de saúde tem podido entregar atenção médica a todos os pacientes, e devemos cuidá-lo agora para que continue sendo assim. Não vamos deixar ninguém abandonado”.
Não foi a única declaração nesse sentido. A principal preocupação do discurso de Fernández foi destacar que o governo pretende se mostrar presente no apoio aos cidadãos que estarão novamente em quarentena, a partir deste fim de semana. “o Estado ajudará a todos, primeiro, protegendo os cidadãos, depois, trabalhando gradualmente para alcançar uma nova normalidade”.
Sobre como acredita que será a “nova normalidade”, Fernández afirmou que imagina que esta não será a última quarentena que decretará durante seu governo, e se referiu a um regime de “quarentenas intermitentes”, sempre que os números da pandemia indicarem a necessidade de retomar as medidas de restrição.
“Estamos aprendendo a conviver com este vírus. O mundo todo está passando por esse processo, aprendendo a parar ou retomar as atividades de acordo com o cenário que os dados mostram”, explicou.