A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (27), a proibição da venda do creme dental Clean Mint, da Colgate. A medida de interdição cautelar foi publicada no Diário Oficial da União e ocorre após um "número significativo de relatos de eventos adversos associados ao uso do produto", segundo a Agência.
A ação da Anvisa tem como objetivo evitar o consumo de produtos irregulares ou sob suspeita. Entre as medidas cabíveis estão: apreensão, recolhimento, suspensão e proibição de armazenamento, comercialização, distribuição, fabricação, importação, manipulação, propaganda e uso do produto.
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Após a decisão da Anvisa, o Procon de São Paulo notificou a Colgate para que informe as providências que pretende tomar. Além disso, o órgão solicitou que a empresa explique como o consumidor pode identificar os lotes com problemas.
O Procon de São Paulo estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Colgate responda à notificação.
Até o fechamento desta matéria, a Colgate não se pronunciou. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.
Entenda o caso
Diversos consumidores reclamaram que alguns cremes dentais da Colgate estariam provocando reações alérgicas e inflamatórias. As queixas chegaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O órgão passou a monitorar os produtos da linha “Total 12”, que mudaram de fórmula e passaram a se chamar “Proteção Ativa”. Essa alteração seria responsável pelo problema.
Somente na plataforma “ReclameAqui”, a empresa recebeu mais de mil queixas a respeito de alergias relacionadas à utilização dos cremes dentais. O processo de alteração na formulação ocorreu alo final de 2024.
Na ocasião, a Colgate afirmou que se tratava da “melhor fórmula da história para prevenção de doenças bucais”. “A fórmula superior de Colgate Total, como nenhuma outra, destrói as bactérias e cria uma poderosa barreira de proteção por até 24 horas, e previne que elas voltem”, apontou a empresa, em um vídeo publicitário.
A principal alteração foi a troca do fluoreto de sódio por fluoreto de estanho. A Anvisa informou que, entre 1º de janeiro e 19 de março de 2025, foram oito notificações e 13 casos registrados. A agência classificou os registos como “eventos adversos relacionados ao uso de cremes dentais da marca Colgate que, recentemente, passaram por mudanças em sua formulação”.
Os principais sintomas relatados são inchaço nas amígdalas, lábios e na mucosa oral, sensação de queimação, ardência, sensibilidade na gengiva, presença de aftas (em alguns casos, mais de 50) e vermelhidão nos lábios, além de feridas na língua e na gengiva.
O que diz a Colgate
“Sentimos muito por ouvir sobre isso e agradecemos por nos informar. Gostaríamos de acompanhar e entender mais sobre sua experiência - você poderia, por favor, nos enviar seu número de telefone e e-mail via mensagem privada para que possamos entrar em contato?”, apontou o perfil @BrasilColgate, ao responder postagem no X.
A Colgate-Palmolive também divulgou uma nota na qual destacou que o fluoreto de estanho é “seguro, eficaz e amplamente usado em cremes dentais ao redor do mundo”.
Segundo a empresa, “a nova fórmula é o resultado de mais de uma década de pesquisa e desenvolvimento e testes extensivos com consumidores, inclusive