SAÚDE

Vinho, cerveja ou destilado: qual faz menos mal? Pesquisadores desmontam mitos

Estudos mostram que nem sempre a escolha mais óbvia é a menos prejudicial

Créditos: cottonbro studio/Pexels
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A ideia de que vinho tinto seria mais saudável que cerveja ou que bebidas destiladas claras fariam menos mal que as escuras é comum, mas não se sustenta diante das evidências científicas. Para os centros de pesquisa em dependência e saúde pública, não importa a cor, o tipo ou a sofisticação da bebida: o álcool é prejudicial em qualquer quantidade.

O problema está no etanol, que ao ser metabolizado se transforma em acetaldeído, substância capaz de danificar o DNA de diversos tecidos — incluindo boca, garganta, fígado, cólon e mama. Esse processo está relacionado ao aumento do risco de pelo menos sete tipos de câncer, além de doenças cardíacas e hepáticas, depressão, ansiedade e problemas de memória.

Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças indicam que o consumo excessivo inclui oito ou mais doses por semana para mulheres e 15 ou mais para homens, ou ainda quatro ou mais doses por ocasião para mulheres e cinco ou mais para homens.

Teor alcoólico importa, mas não elimina riscos

A quantidade de etanol por dose é o que mais influencia o impacto no organismo. Em média, cervejas possuem menor teor alcoólico que vinhos, e estes menos que destilados como vodca ou tequila. No entanto, há variações: algumas cervejas artesanais têm mais álcool que vinhos leves.

Uma dose padrão (350 ml de cerveja a 5% de álcool, 150 ml de vinho a 12% ou 45 ml de destilado a 40%) contém praticamente a mesma quantidade de etanol. Coquetéis dificultam o cálculo, já que misturam diferentes tipos de bebidas e aditivos como refrigerantes ou sucos.

Misturas com cafeína aumentam o risco de consumo excessivo, pois mascaram os efeitos da embriaguez. Outro ponto é o valor calórico: bebidas alcoólicas podem contribuir para ganho de peso e doenças associadas, principalmente quando combinadas a açúcares adicionados.

Embora não haja consenso de que bebidas escuras sejam mais nocivas à saúde que as claras, algumas contêm níveis mais altos de congêneres, compostos que podem intensificar ressacas. A recomendação dos centros de pesquisa é simples: se for beber, escolha opções com menor teor alcoólico e reduza a frequência e a quantidade.

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