A nova fase da operação sobre fraudes no INSS atingiu diretamente o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), aliado de longa data do senador Cleitinho (Republicanos), que deve disputar o governo de Minas Gerais em 2026.
Ambos são figuras centrais no cenário político de Minas e sua estreita relação está sendo analisada sob um novo foco após a operação, que coloca em xeque as pretensões de Cleitinho.
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A investigação, que levou Pettersen a ser alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13), o liga diretamente a um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos ilegais em aposentadorias.
O deputado foi identificado como parte do “núcleo político” que operava para garantir a continuidade do Acordo de Cooperação Técnica com o INSS e blindar os envolvidos. A operação resultou em seu monitoramento com tornozeleira eletrônica e fez com que sua ligação com o caso fosse amplamente divulgada.
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Cleitinho se posicionou dizendo que se afastará de Pettersen caso o envolvimento do deputado nas fraudes seja confirmado. No entanto, a associação entre os dois já está sendo usada por adversários.
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Pettersen é acusado de corrupção e tem resposta pública às denúncias
Pettersen é descrito pela Polícia Federal como a “pessoa melhor paga na lista de propinas” do esquema e é identificado como “Herói E” nas planilhas apreendidas.
Ele teria recebido repasses mensais que totalizam 14,7 milhões, através de empresas ligadas ao ex-procurador-geral do INSS e seu assessor. Além disso, o deputado teria sido porta-voz político da Conafer, uma das entidades que mais lucrou com o esquema de fraudes. Pettersen também é acusado de envolvimento em um esquema de fraudes em licitações, redirecionando recursos públicos para empresas ligadas à confederação.
Em resposta às acusações, Pettersen se manifestou em nota, afirmando que apoia o trabalho das autoridades e se coloca à disposição para prestar esclarecimentos.
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