O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para divulgar dois livros dos quais é coautor: “Ele é Ele” e “Ela é Ela”, escritos em parceria com a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC).
As obras de Ferreira e Campagnolo são o puro suco da “ideologia de gênero” — justamente aquela que eles juram combater — e reproduzem o discurso de ódio contra as infâncias LGBTQIA+.
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No tuíte de Nikolas Ferreira usado para divulgar a “obra”, fica claro que o objetivo não é promover o amor e a aceitação, mas sim a vigilância e a punição:
“Esses livros são presentes para os filhos e também ferramentas para pais que desejam criar os pequenos com clareza, coragem, princípios inegociáveis e convicção de quem realmente são, de acordo com Deus e a biologia.”
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O que será que o nobre deputado quer dizer com “princípios inegociáveis”? Que princípios são esses — amar apenas dentro da norma e odiar toda diferença sexual?
Mas há um outro trecho ainda mais revelador: “criar os pequenos com clareza [...] de acordo com Deus e a biologia.” Quando ele fala em biologia, será que se refere ao fato de o homem ter vindo do barro? Ou ao de Jesus ter nascido de uma mulher virgem?
Como se vê, a verdadeira “ideologia de gênero” não está no discurso dos movimentos LGBTQIA+ e feministas, mas sim na prosa fundamentalista que não aceita nada fora do binarismo de gênero e da heteronormatividade. Isso sim é uma autêntica tirania do gênero.