Você pode estar causando alergia no seu pet sem saber, veja o que a ciência descobriu

Veterinários identificam que fatores ambientais ligados aos humanos afetam a saúde dos animais

Pets podem desenvolver coceira e irritações na pele quando entram em contato constante com a caspa humana..Créditos: Reprodução/Wikimedia Commons
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As alergias já fazem parte da rotina de quem convive com animais de estimação. Muitas pessoas apresentam irritações nos olhos, espirros ou coceira após o contato com cães ou gatos. O que nem todos sabem é que o processo também pode ocorrer no sentido contrário. Cães e gatos podem ter reações ao contato com seres humanos.

Especialistas em dermatologia veterinária explicam que a caspa humana, formada por fragmentos de pele e fios de cabelo, pode provocar alergias em animais predispostos a fatores ambientais. As alergias mais comuns em pets estão associadas a pulgas, a alimentos e a substâncias presentes no ambiente. A sensibilidade ao contato com humanos se insere justamente nesse último grupo.

Sintomas, riscos e tratamentos

Os sintomas observados nesses casos se aproximam dos que aparecem em humanos alérgicos. A coceira persistente e as lesões na pele caracterizam o eczema, chamado de dermatite atópica na medicina veterinária. Como muitos pets passam grande parte do tempo em espaços fechados, a exposição à caspa humana é constante e ocorre em carpetes, tecidos, móveis e até nos sistemas de ventilação.

Apesar do desconforto, reações graves são incomuns. Situações como inchaço intenso, vômito, convulsões e risco de morte geralmente aparecem apenas em casos relacionados a picadas de insetos ou a alergias alimentares. O contato com humanos raramente é responsável por episódios severos.

O tratamento segue princípios semelhantes aos utilizados em humanos. Anti-histamínicos podem aliviar os sintomas, mas a eficácia varia e não atinge todos os animais. Em gatos, estudos mostram que medicamentos amplamente usados, como a loratadina, apresentam pouca efetividade.

Corticosteroides administrados por via oral são recomendados em crises mais intensas e costumam oferecer bons resultados, embora exijam acompanhamento por causa dos efeitos colaterais. A imunoterapia específica, conhecida como vacina de alergia, é outra alternativa e consiste em expor o animal a pequenas quantidades do alérgeno. A técnica apresenta bons índices de sucesso tanto em cães quanto em gatos.

As alergias não têm cura definitiva. O tratamento ajuda a controlar os sintomas, mas precisa ser mantido continuamente, já que a suspensão costuma trazer de volta as crises.

Tutores que convivem com animais sensíveis ao contato humano podem adotar medidas simples para reduzir os incômodos. A limpeza frequente dos ambientes, a redução da poeira e a lavagem regular de tecidos ajudam a criar condições mais seguras e confortáveis para os pets.

Com informações do Live Science

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