O presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-dama, Brigitte Macron, ampliaram a ofensiva judicial contra a influenciadora americana Candace Owens. Eles a acusam de difusão de calúnias após declarações de que Brigitte teria nascido homem. O processo corre em tribunal de Delaware, nos Estados Unidos.
O advogado do casal, Tom Clare, informou que serão entregues documentos e perícias médicas para encerrar a controvérsia. Ele reconheceu que a exposição é desconfortável, mas destacou a disposição da primeira-dama em enfrentar o processo. “É um passo duro, mas inevitável”, declarou à BBC.
Macron classificou a campanha de Owens como ação política articulada com redes da extrema direita. Para o presidente, a decisão de mover a ação nos EUA atende ao objetivo de proteger a imagem da esposa e “defender a própria honra” diante do que considera uma tentativa de desestabilização.
Rumores antigos reaparecem com força
As especulações sobre Brigitte não são recentes. Em 2021, blogueiras francesas já haviam difundido a mesma narrativa, que rendeu uma disputa judicial na França revertida em instância superior neste ano. Em 2024, Candace Owens retomou os boatos, desta vez com alcance internacional, por meio de suas plataformas digitais.
A defesa da influenciadora pede a anulação do caso, argumentando que o processo não deveria tramitar em Delaware. Owens sustenta que apenas reproduziu informações e invoca o direito constitucional à liberdade de expressão.
A legislação americana, no entanto, estabelece que, para avançar, a acusação precisa provar “real malícia”: que a ré tenha divulgado informações falsas de forma consciente ou com negligência deliberada. Esse será o ponto central do embate judicial entre o casal presidencial francês e uma das figuras mais ativas da extrema direita nos EUA.