Conhecido porta-voz do sionismo, o New York Times está "vendendo" em suas páginas uma nova guerra entre Israel e o Irã, ainda que o governo Trump tenha dito que "obliterou" as principais instalações nucleares de Teerã.
O Times diz que se baseia em "fontes regionais", o que quer dizer que está vendendo o peixe de Israel.
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De acordo com o diário, ninguém sabe onde está o urânio enriquecido do Irã que potencialmente poderia produzir "11 bombas atômicas".
Não se sabe como o jornal calculou 11 e não 15 ou 20 bombas. O Irã diz que o urânio está enterrado nos escombros das instalações atacadas pelos Estados Unidos.
Porém, o Times já apresenta um novo argumento para a guerra: o Irã "parece" trabalhar em um novo laboratório de enriquecimento na montanha de Pickaxe, diz o diário.
Oferta de Trump
De fato, as negociações entre Irã e Estados Unidos estão congeladas.
Porém, Donald Trump disse que está disposto a rever as sanções econômicas aplicadas ao Irã.
O Irã tem perguntado se as sanções poderiam ser suspensas. O Irã está sujeito a sanções muito severas, o que torna muito difícil para eles fazerem o que gostariam. E estou aberto a ouvir essa proposta, e veremos o que acontece, mas eu estaria disposto a isso.
Tudo o que Israel não deseja no momento é uma normalização de relações entre os EUA e Teerã.
Pelo contrário, segundo o Times uma nova guerra entre Israel e o Hezbollah está no horizonte, diante da negativa do grupo xiita libanês, apoiado pelo Irã, de aceitar entregar suas armas.
Israel ameaça voltar a invadir o Líbano. O governo libanês, fraturado, cedeu às pressões externas e votou pela desmilitarização do Hezbollah.
Mesmo com o cessar-fogo intermediado pelos Estados Unidos em Gaza, Israel segue atacando o que diz serem alvos do Hamas no território palestino.
Tel Aviv persegue a normalização das relações com países árabes e muçulmanos, especialmente a Arábia Saudita, sem que seja pré-condição a criação de um estado palestino.
A redução das tensões regionais que resultaria de um acordo entre o Irã e a Casa Branca passaria por resultados concretos para a causa palestina, que é prioridade do governo em Teerã.
O New York Times bate o bumbo da guerra porque é o que interessa ao poderoso lobby de Israel nos Estados Unidos.
No passado, o jornal já dedicou um editorial a se desculpar com seus leitores, depois de "vender" a invasão do Iraque pelos Estados Unidos com notícias falsas e exageradas, plantadas pelo governo de George W. Bush e por um fraudador iraquiano de nome Ahmed Chalabi.
A repórter Judith Miller assinou várias das "denúncias".
O Times chegou a publicar na primeira página a foto de um drone com o qual Saddam Hussein "potencialmente" atacaria Nova York com armas químicas, inexistentes em seu arsenal.