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Flotilha para Gaza cruza linha vermelha apesar de pressão israelense: "seguimos avançando"

Forças sionistas monitoram comboio com submarinos e navios militares; ativista afirma à Fórum que grupo pode chegar em Gaza amanhã

Flotilha se aproxima de GazaCréditos: Photo by ELEFTHERIOS ELIS / AFP
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Composta por mais de 50 barcos e 400 ativistas, a Flotilha Sumud para Gaza está a menos de um dia de navegação do território palestino.

Na noite desta terça-feira (30), as embarcações carregadas de ajuda humanitária foram alvo de manobras de dissuasão israelense, mas até agora não houve interceptação direta.

 

Expectativa pela interceptação

A mídia israelense previa que o comboio seria bloqueado ao atingir a zona amarela (150 milhas náuticas) ou a zona vermelha (110 milhas náuticas). No entanto, a operação não ocorreu até o momento.

Relato de ativistas a bordo

O documentarista Miguel Viveiros de Castro, que integra a flotilha, relatou à Fórum os momentos de tensão vividos na travessia:

“Muitas manobras de dispersão para apavorar, dois barcos militares passando entre a gente com todas as luzes apagadas, até um submarino foi visto embaixo d’água, uma luz azul muito forte. Eles interferiram com as comunicações em alguns barcos completamente.”
“A gente já passou o limite das 120 milhas, que é o limite que eles mesmos puseram. Já passamos também o limite de 110 milhas, quando ocorreu a última intervenção do Madleen [interceptado em junho por Israel]. A gente chegaria a Gaza amanhã, por volta de quatro horas da manhã no horário do Brasil, se nada acontecer antes. Estamos em alerta, mas não sabemos o momento em que eles vão escolher para atacar. Seguimos avançando.”

Ataques anteriores e campanha de desmoralização

O comboio já havia sido atacado por drones na Tunísia e se tornou alvo de uma campanha de desmoralização por parte do governo israelense, que alega — sem apresentar provas substanciais — que a Flotilha seria financiada pelo Hamas.

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