FUTEBOL

MP denuncia Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, pelo caso Vai de Bet

Ex-dirigentes corintianos também foram denunciados; promotoria pede bloqueio de bens e indenização ao clube

Créditos: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta quinta-feira (10), o presidente afastado do Corinthians, Augusto Melo, por furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa no escândalo envolvendo a casa de apostas Vai de Bet. Também foram denunciados os ex-dirigentes do clube Marcelo Mariano e Sérgio Moura, além de Alex Cassundé, sócio da empresa contratada para intermediar o patrocínio, pelos mesmos delitos.

A promotoria ainda apresentou denúncia contra os empresários Victor Henrique de Shimada e Ulisses de Souza Jorge, ambos por lavagem de dinheiro. O MP pede o bloqueio de bens dos envolvidos e o pagamento de indenização ao Corinthians pelos prejuízos causados à instituição.

Conforme a denúncia, a trama entre os diretores e empresários teria resultado em um prejuízo de cerca de R$ 40 milhões ao Corinthians, segundo o portal Uol.

A empresa de Cassundé, Rede Social Media Design Ltda, foi contratada para intermediar o acordo entre o Corinthians e a Vai de Bet. No entanto, a polícia acredita que a intermediação real foi feita por Antônio Pereira dos Santos (Toninho), Sandro dos Santos Ribeiro e Washington de Araújo Silva. Aproximadamente R$ 1,4 milhão teriam saído dos cofres do Corinthians, passando por "empresas manifestamente fantasmas" que ajudaram a lavar o dinheiro.

Augusto Melo se defende

O caso levou ao afastamento de Augusto Melo, aprovado por 176 votos a 57 no Conselho Deliberativo do clube. Uma nova votação, desta vez com os sócios do Corinthians, está marcada para agosto e decidirá pela cassação definitiva ou não do mandato. Com o afastamento, a presidência interina do clube ficou a cargo do vice, Osmar Stabile.

Em nota oficial, a defesa de Augusto Melo, representada pelo advogado Ricardo Jorge, afirmou que a denúncia “não surpreende”, diante do prolongamento das investigações. No entanto, critica a “falta de clareza e objetividade” do documento apresentado pelo Ministério Público.

“Não há uma descrição cronológica coesa dos fatos que permita compreender, de forma técnica e precisa, qual seria a conduta delituosa imputada ao presidente”, afirma a defesa, que ainda define a acusação como uma “narrativa genérica”. Os advogados afirmam "que a verdade será restabelecida no curso do processo, com o devido respeito aos direitos e garantias constitucionais do presidente Augusto Melo.”

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