Um estudo recém-publicado no Curricula: Journal of Curriculum Development avaliou 20 pesquisas sobre o Duolingo e trouxe conclusões importantes sobre a eficácia do aplicativo mais popular do mundo no ensino de inglês. O resultado? O app funciona — mas muito menos do que muita gente imagina.
Os autores afirmam que o Duolingo é “particularmente efetivo na construção de vocabulário básico” e em apoiar “a compreensão de leitura e escuta em nível iniciante” graças ao modelo gamificado e às lições personalizadas. Isso explica por que tanta gente sente que está progredindo rapidamente nos primeiros meses de uso.
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A gamificação, aliás, é um dos principais motivos desse sucesso. O estudo destaca que “os elementos gamificados aumentam o engajamento e promovem prática consistente”, algo essencial para quem aprende sozinho. Recursos como streaks, metas diárias e recompensas realmente fazem diferença no comportamento do estudante.
Mas o entusiasmo acaba quando o assunto é proficiência real. A pesquisa é direta: o Duolingo apresenta “falta de interação em tempo real, o que restringe o desenvolvimento de habilidades linguísticas avançadas”. Em outras palavras, o app ajuda a começar, mas não ensina a conversar, argumentar ou compreender nuances, pontos essenciais para quem busca fluência. Além disso, o app raramente traz aprofundamento em gramática, falas coloquiais e formas culturais.
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O estudo também ressalta que o Duolingo deve ser entendido como complemento, não substituto: “seu papel é o de ferramenta suplementar dentro do currículo, especialmente em modelos híbridos”. Professores e aulas presenciais continuam indispensáveis para o domínio completo da língua.
No fim, a conclusão é clara: o Duolingo funciona muito bem para iniciantes, mantém o usuário motivado e facilita o acesso ao estudo. Mas, sozinho, não é capaz de levar ninguém à fluência. Para avançar de verdade, será sempre necessário combinar o app com outras formas de aprendizagem, especialmente conversação real.