A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de São Paulo que investiga os bailes funks clandestinos, conhecida como CPI dos Pancadões, aprovou nesta quinta-feira (4) a intimação do funkeiro MC Ryan SP para prestar depoimento.
O requerimento, proposto pelo relator da comissão, o vereador bolsonarista Rubinho Nunes (União Brasil), prevê que, caso o artista não compareça, poderá ser alvo de condução coercitiva. A decisão ocorreu após a ausência do cantor na sessão, em que também eram esperados seis proprietários de adegas e tabacarias, tidos como responsáveis pela realização de bailes funk em diferentes pontos da cidade.
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Os influenciadores digitais Samuel Sant’anna da Costa, conhecido como Gato Preto, e Anna Beatrys Ferracini Ribeiro, conhecida como Bia Miranda, também foram intimiados e se ausentaram.
“Considerando que a testemunha vem se esquivando de comparecer perante esta comissão para prestar seu depoimento, em flagrante desrespeito a este colegiado, e que a CPI tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais [...] requeiro que seja feito o convite em intimação, na condição de testemunha, o MC Ryan. Em caso de não comparecimento do intimado, serão tomadas todas as medidas judiciais cabíveis para sua condução coercitiva”, declarou Rubinho Nunes.
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Requerimentos aprovados na CPI
Outros três requerimentos foram aprovados durante a reunião pedindo a convocação e intimação de testemunhas.
A vereadora Amanda Paschoal (PSOL) convidou o professor e pesquisador de música Thiago Barbosa Alves de Sousa, autor do livro Tudo o que você sempre quis saber sobre o funk… mas tinha medo de perguntar, para colaborar com o grupo que investiga possíveis omissões dos órgãos públicos municipais na fiscalização da perturbação do sossego, em especial no combate a festas clandestinas e pancadões em São Paulo.
Outros dois requerimentos aprovados, de autoria do vereador Sargento Nantes (PP), pedem a presença do subprefeito de Itaquera, Rafael Limonta, para falar sobre o cenário dos bailes funk na região. Também foi convidado o subsíndico de um condomínio no Tatuapé, também na zona leste da capital paulista, sobre o mesmo tema.
Com informações da Câmara Municipal de São Paulo