A retirada dos celulares das salas de aula no Rio de Janeiro já apresenta efeitos concretos. Um estudo realizado pela Universidade de Stanford em parceria com a Secretaria Municipal de Educação avaliou cerca de 196 mil estudantes do 6º ao 9º ano e constatou um avanço expressivo nas notas: 25,7% em matemática e 13,4% em português.
A medida começou em 2024 no Rio e foi estendida a todo o país no ano seguinte. Segundo os pesquisadores, o salto no desempenho equivale a um bimestre adicional de estudos em matemática.
Te podría interesar
Além das notas, diretores relatam que o cotidiano escolar ganhou outra dinâmica. Com menos telas, os intervalos voltaram a ter mais jogos, conversas e atividades coletivas.
LEIA TAMBÉM: Guia definitivo: 8 formas simples de equilibrar o uso de telas no dia a dia
Te podría interesar
Professores e pais também notaram mudanças no comportamento dos alunos, que passaram a interagir mais e dedicar tempo a esportes e hobbies antes deixados de lado.
Estudantes confirmam essa percepção. Muitos dizem ter conseguido se concentrar melhor em atividades de leitura, escrita e cálculos, além de experimentar novas formas de lazer, como a música. Para familiares, ver crianças chegando cansadas de brincar é um sinal de retorno a hábitos mais saudáveis.
Especialistas, no entanto, ressaltam que o desafio não terminou. O uso do celular ainda existe e é difícil de controlar no ensino médio, tornando a esforço coletivo da comunidade escolar decisivo.
LEIA TAMBÉM: Excesso de telas na infância aumenta risco de doenças cardiometabólicas