Celso Furlan foi exonerado do cargo de secretário de Educação de Barueri nesta sexta-feira (16/5), após a divulgação de um áudio em que faz declarações capacitistas sobre estudantes com deficiência da rede municipal. O conteúdo causou revolta entre pais, responsáveis e ativistas, que organizaram um abaixo-assinado pedindo sua saída.
A gravação, feita durante uma reunião com diretores escolares no dia 13/5, mostra Furlan pedindo que as escolas evitem aceitar alunos com deficiência. Ele afirma que muitas matrículas seriam de crianças vindas de fora da cidade, com uso de comprovantes de residência falsos. “Nós tínhamos 700 e poucos deficientes, hoje estamos com mais de 3 mil. Eles usam comprovante falso”, diz em um dos trechos.
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O ex-secretário também alega que mães de alunos autistas e cadeirantes matriculam os filhos apenas para “se livrar deles por algumas horas”. “Tem caso que não aprende nada. A mãe leva para ficar livre quatro, cinco horas”, declarou.
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Após a repercussão, Furlan afirmou em nota que o áudio foi tirado de contexto e que a reunião tratava de propostas para melhorar a estrutura escolar para alunos com deficiência. Disse ainda que não teve intenção de desrespeitar ninguém.
A Prefeitura de Barueri confirmou a exoneração e afirmou que mantém uma política educacional inclusiva. Apesar do episódio, elogiou a gestão de Furlan, destacando conquistas na área da educação. O substituto ainda não foi anunciado.
A deputada estadual Andrea Werner (PSB), que é autista, acionou o Ministério Público pedindo a abertura de inquérito e cobrou ações efetivas da prefeitura. “A exoneração é só o primeiro passo. Queremos inclusão de verdade”, disse. O vereador Allan Miranda (PSDB), também autista, classificou as falas como inaceitáveis e defendeu a escolha de um novo secretário com mais preparo e sensibilidade para o tema.
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